A inspiração bíblica da missão da Pastoral da Criança é também uma frase que a Dra. Zilda sempre repetia: “eu vim para que todas as crianças tenham vida e vida em abundância”, Jo 10, 10. Quem teve a feliz oportunidade de conviver com ela ouviu muitas vezes também sobre a importância da linda missão pela promoção e o desenvolvimento das crianças, gestantes e suas famílias.
Segundo o estatuto, nossa missão é promover o desenvolvimento das crianças, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, do ventre materno aos seis anos, por meio de orientações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, fundamentadas na mística cristã que une fé e vida, contribuindo para que suas famílias e comunidades realizem sua própria transformação.
É por este motivo que a Pastoral da Criança atua em todo o Brasil, acompanhando mais 360 mil crianças, mais de 18 mil gestantes e suas famílias, zelando pelo cuidado desde o nascimento e durante toda a primeira infância. Para que isso aconteça, mais de 42 mil voluntários estão mobilizados, sendo 33 mil líderes. Juntos, eles levam a missão Pastoral da Criança para mais de 2.600 municípios ,em mais de 16 mil comunidades.*
Além disso, está presente em outros 11 países da América Latina, África e Ásia: Guiné-Bissau, Haiti, Peru, Filipinas, Moçambique, Bolívia, República Dominicana, Guatemala, Benin, Colômbia e Venezuela.
Nossa missão, desde 1983, é continuar sendo a presença do amor solidário de Deus neste mundo. Cada um de nós deve continuar o caminho de solidariedade, da partilha fraterna, da missão que nasce da fé em favor da vida, e que tem se multiplicado de comunidade em comunidade.
A presença dos líderes na casa e na vida das famílias mais pobres é a manifestação viva do amor de Deus para com os mais frágeis, para com aqueles que mais necessitam da bondade e do carinho de Deus. Por isso, eles são a grande força que move a Pastoral da Criança.
Juntos, os líderes e voluntários realizam muito mais do que as importantes ações básicas e complementares. São, na prática, o exercício diário da solidariedade, da amizade e do amor ao próximo. Na convivência com a comunidade, além da partilha de conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania, há doação de tempo, de escuta e a compreensão dos saberes dos outros, das diferenças e particularidades de cada local. Por vezes, os líderes e voluntários da Pastoral da Criança são os únicos que entram em casas de difícil acesso e constroem com as famílias uma relação de confiança que é levada para a vida toda. Em outros casos, chamam atenção das autoridades e fazem valer, junto com seus vizinhos, os direitos das crianças e gestantes daquela comunidade, ou para resolver uma situação de dificuldade.
Para melhorar ainda mais este trabalho, a Pastoral da Criança desenvolveu o aplicativo Visita Domiciliar e Nutrição, que, além de auxiliar nosso voluntariado no acompanhamento às famílias, também possui um módulo de comunicação entre os voluntários, as famílias acompanhadas, coordenadores e multiplicadores. Com isso, são mais pessoas recebendo a melhor e mais relevante informação possível e com celeridade.
Temos certeza que a dedicação dos voluntários da Pastoral da Criança ajuda a produzir no Brasil uma mudança de mentalidade sobre os cuidados com a criança. As comunidades descobriram a sua força transformadora. Milhares de pessoas se sentem valorizadas onde vivem, sabem dialogar, assumem compromissos para melhorar a realidade em que vivem, fazem história e contribuem para a continuidade da história e a construção de uma sociedade de paz e solidariedade.
“Para que todas as crianças tenham vida em abundância” (Cf. Jo 10, 10).
A missão da Pastoral da Criança é promover o desenvolvimento das crianças, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, do ventre materno aos seis anos, por meio de orientações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, fundamentadas na mística cristã que une fé e vida, contribuindo para que suas famílias e comunidades realizem sua própria transformação.
A Igreja de Jesus Cristo é chamada a construir a comunidade do povo de Deus em todos os lugares, exercendo ações concretas, participando ativamente, com as “mãos na massa”, na realização do Reino do Pai de todos. Uma comunidade que continue o jeito de ser e de se relacionar do Mestre, portanto uma comunidade solidária e fraterna onde tudo se partilha.
A razão pela qual Jesus veio ao mundo deve estar sempre presente na vida do missionário, da missionária, como realizadores do projeto do Pai: “Eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância”. (Jo 10,10)
ENTREVISTA COM: Maria Lúcia da Silva, da equipe técnica do “Projeto Inovação”, da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança.
Maria Lúcia da Silva, da equipe técnica do “Projeto Inovação”, da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança.
Qual é a missão da Pastoral da Criança?
A missão da Pastoral da Criança é promover o desenvolvimento integral das crianças à luz da evangélica opção preferencial pelos mais pobres, do ventre materno aos 6 anos, por meio de orientações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, que são fundamentadas na mística cristã que une fé e vida, contribuindo assim, para que suas famílias e comunidades realizem sua própria transformação. Está lá em João 10,10: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Essa é a verdadeira missão da Pastoral da Criança.
Qual é a meta principal da Pastoral da Criança?
A principal meta da Pastoral da Criança desde a sua fundação em 1983 é diminuir a mortalidade materna e infantil. E hoje, nós lutamos para que todas as crianças tenham as condições necessárias para o seu pleno desenvolvimento. O forte do trabalho da Pastoral da Criança é a solidariedade humana, onde as pessoas se preocupam umas com as outras porque querem construir um mundo melhor para todos. E o que destaca muito forte nessa ação é a presença transformadora do líder na comunidade. A presença transformadora do nosso voluntariado.
Que valores sustentam o trabalho e a missão dos líderes da Pastoral da Criança?
São os valores do Evangelho de Jesus Cristo através de pequenos gestos, por exemplo, através da acolhida, da solidariedade, do cuidado com o outro, da simplicidade, do amor que vem de Deus. E temos também uma forte referência com a ética, com a honestidade, justiça e transparência das nossas ações.
Como podemos resgatar e reforçar aquele primeiro sentimento que deu origem à Pastoral da Criança, a herança deixada pela saudosa Dra. Zilda Arns Neumann, Fundadora da Pastoral da Criança?
Programa de rádio Viva a Vida 1633 - 09/01/2023 - Missão da Pastoral da Criança
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Qual é a importância da Pastoral da Criança para os dias de hoje?
É ajudar nas orientações, nas reflexões, em atenção às realidades das pessoas que vivem em situação de pobreza no Brasil e no mundo. É fazer acontecer aqui na terra, hoje, agora, o Projeto de Deus. Ainda há muito que se fazer porque a desigualdade social é muito grande.
E para terminar, deixe uma mensagem para quem se sentiu tocado e gostaria de se tornar um voluntário da Pastoral da Criança.
Nesse momento da missão da Pastoral da Criança que é a missão de servir, a missão de dar continuidade na missão de Jesus Cristo para que todas as crianças tenham vida em abundância, eu deixo o convite para todas as pessoas de boa vontade, para todas as pessoas que desejam se tornar voluntários ou voluntárias que venham conhecer o nosso trabalho e que possam se tornar também líderes voluntários da Pastoral da Criança.
“Paz, justiça e instituições eficazes: promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.”
Venha participar da nossa família, da missão de amor e solidariedade Pastoral da Criança, ajudando este mundo a ser mais fraterno, justo e solidário a fim de que todos possamos ter uma vida digna.
Dra. Zilda
“Você, líder, é a pessoa mais importante do país, pois trabalha com amor, garra e dedicação multiplicando o saber e a solidariedade entre aqueles que mais precisam.”antir a vida e a dignidade das crianças em sua comunidade e no país”.
Papa Francisco
“Que o amor de Deus e o amor ao próximo sejam os dois pilares da nossa Vida.”
Foram quase 200 paróquias de 30 Arqui/dioceses, onde as crianças, adolescentes e jovens, juntamente com os catequistas, assessores da Infância e Adolescência Missionária (IAM), famílias dos catequizandos, líderes e coordenadores da Pastoral da Criança saíram às ruas para abençoar os lares e levar uma palavra de alegria às famílias visitadas.
Na missão, pedem uma contribuição para ajudar nas ações da Pastoral da Criança Internacional junto aos países onde atua, a exemplo de Moçambique, Guiné-Bissau, Bolívia, Venezuela, dentre outros.
Na Festa da Epifania, também se comemora o dia de Reis, onde guiados pela estrela, foram ao encontro do menino Jesus. Os pequenos reis magos, com base nessa experiência, e motivados pela missionariedade e solidariedade trabalhadas durante a catequese, vivenciam na prática, o lema da campanha, Guiados pela estrela, levemos vida plena às crianças que hoje nascem.
Essa vivência também é um reforço que está em sintonia com o que diz o Novo Diretório para a Catequese no número 33: “A ação missionária é o primeiro momento para a evangelização.”
ENTREVISTA COM: Valdecy Lima Virtuoso, Coordenadora Diocesana da Pastoral da Criança de Guarapuava, Estado do Paraná.
Valdecy Lima Virtuoso, Coordenadora Diocesana da Pastoral da Criança de Guarapuava, Estado do Paraná
Como é o processo de mobilização na diocese para a realização da Campanha Pequenos Reis Magos?
No início do segundo semestre nos reunimos com as coordenadoras paroquiais da Pastoral da Criança para articularem em suas paróquias a Campanha Pequenos Reis Magos, conversando com o pároco, conversando com as catequistas, pois isso é fundamental para que a Campanha aconteça. Também não podemos esquecer que é importante avisar o bispo diocesano para aderir à Campanha junto conosco. E em algumas paróquias aqui em nossa diocese já tem no calendário, no planejamento anual as datas da Campanha.
Que material é necessário para realizar a Campanha Pequenos Reis Magos?
Cada um usa de sua criatividade. A Coordenação Nacional da Pastoral da Criança disponibiliza santinhos e cartazes que são deixados nas casas que são visitadas. E também, conforme a possibilidade e realidade de cada comunidade, os próprios líderes também ajudam as catequistas e demais envolvidos para confeccionar as roupas e os acessórios para os Reis Magos realizarem as visitas às famílias. E no aplicativo Pastoral + gestante, e no site da Pastoral da Criança também estão disponíveis todas as dicas de como se realizar a Campanha passo a passo. Os líderes, as coordenadoras estão à disposição para apoiar e ajudar no que for preciso. O ano catequético é encerrado com chave de ouro, visitando, rezando, abençoando as famílias da comunidade. E também ajudando com o pouco que cada um doa, ajudando as crianças necessitadas de outros países.
ENTREVISTA COM: Doracy Penteado, Coordenadora da Catequese do Decanato Centro, da Diocese de Guarapuava, Estado do Paraná.
Doracy Penteado, Coordenadora da Catequese do Decanato Centro
O que a Campanha Pequenos Reis Magos tem a ver com as crianças, adolescentes e jovens da catequese e como eles são motivados a participar?
A Campanha Pequenos Reis Magos tem tudo a ver com a catequese de iniciação à vida cristã de crianças, adolescentes e jovens, pois os mesmos são incentivados por seus catequistas à vivência dos valores cristãos, sendo discípulos missionários de Jesus Cristo. Ao saírem vestidos de Reis Magos, os catequizandos levam aos lares visitados alegria, fé, amor ao próximo e bênção.
Como é a preparação dos catequizandos para a Campanha?
Programa de rádio Viva a Vida 1632 - 02/01/2023 - Campanha Pequenos Reis Magos
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Desde o mês de novembro já iniciamos a divulgação, preparação, conscientização e incentivo para que todos os catequizandos se sintam motivados a saírem em missão visitando as famílias para arrecadar recursos a serem enviados às crianças e jovens dos países mais pobres. A comunidade também é motivada a receber os Pequenos Reis Magos e colaborar na mudança da realidade dos mais necessitados. Assim, todos exercem a solidariedade e o cuidado com o próximo. Antes de saírem em missão, os catequizandos são enviados e abençoados em uma missa da comunidade.
ENTREVISTA COM: Padre Jomelito Ferreira Melo, da Arquidiocese de Brasília, Distrito Federal.
Padre Jomelito Ferreira Melo, da Arquidiocese de Brasília, Distrito Federal
Qual é a importância do pároco acolher a Campanha Pequenos Reis Magos na sua paróquia?
Qualquer campanha na paróquia, para que ela dê certo, o pároco tem que abraçar essa campanha. Então é muito importante o pároco acolher bem a Campanha Pequenos Reis Magos. Entender a importância da Campanha e motivar a sua comunidade para que ela abrace a Campanha Pequenos Reis Magos. Então, o padre, ele tem um papel fundamental em todas as campanhas da Igreja.
O que fica como contribuição para as crianças, adolescentes e jovens que realizam a campanha Pequenos Reis Magos?
As crianças, adolescentes e jovens e também os adultos que se envolvem na Campanha Pequenos Reis Magos criam uma consciência missionária muito grande, uma consciência também de solidariedade, de fraternidade e de caridade para com as outras pessoas. Essa é a maior contribuição que esses jovens recebem. São jovens, crianças, adolescentes que amam verdadeiramente o próximo.
“Paz, justiça e instituições eficazes: promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.”
A campanha Pequenos Reis Magos do Brasil tem como objetivo arrecadar recursos para as crianças em situação de vulnerabilidade por meio da ação da Pastoral da Criança Internacional. Venha nos ajudar nessa missão fazendo parte da campanha.
Dra. Zilda
“Assim, unidos, somando esforços, continuamos a fortalecer essa rede de solidariedade humana, a serviço da vida e da esperança”.
Papa Francisco
"Faz-nos bem sair de nossos limites, pois é típico do coração de Deus transbordar de misericórdia, espalhando a sua ternura".
No último domingo de janeiro é comemorado o Dia Mundial Contra a Hanseníase e o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase.
O Papa Francisco, em mensagem enviada aos participantes do II Simpósio sobre a Doença de Hansen, afirmou que “o que deve nos preocupar, hoje mais do que nunca, é que não só a doença pode ser esquecida, mas também as pessoas”.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil ocupa a 2ª posição do mundo entre os países que registram casos novos de hanseníase, o que mantém a doença como um importante problema de saúde pública no país.
Entrevista com: Suzane Ketlyn Martello, Coordenadora do Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, Hospital São Roque.
Diga para o nosso ouvinte o que é a hanseníase?
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada por um bacilo chamado Mycobacterium leprae. Ela apresenta uma evolução crônica e acomete principalmente a pele e os nervos periféricos com alto poder incapacitante. Configura ainda como importante problema de saúde pública em vários estados do Brasil, que é o segundo país no mundo em número de casos.
Como a pessoa pode desconfiar que tem hanseníase?
Suzane Ketlyn Martello, Coordenadora do Núcleo de Ensino e Pesquisa do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, Hospital São Roque.
O principal sintoma da doença inicialmente é uma mancha branca ou avermelhada na pele com alteração de sensibilidade ao calor, frio, dor e tato. Ou seja, aquela mancha se torna amortecida. Essa é a principal característica que diferencia uma mancha de hanseníase de outras doenças de pele, essa alteração de sensibilidade. Além disso, outros sintomas podem incluir dor, amortecimento, sensação de formigamento e choque, perda de força, principalmente em mãos e pés, perda de pelos tanto na região das manchas como de cílios e sobrancelhas, lesões na mucosa nasal, pele ressecada principalmente em braços e pernas com diminuição inclusive da produção de suor, além de caroços dolorosos sob a pele, placas com bordas elevadas em várias regiões do corpo, entre outros sintomas.
Como a hanseníase é transmitida?
A transmissão ocorre pelas vias aéreas superiores, ou seja, por meio de gotículas de saliva eliminadas na fala, tosse e espirro. Porém, é preciso um contato próximo e prolongado com um doente bacilífero sem tratamento, pois é necessário uma alta carga bacilar para desencadear a doença. Por isso, a transmissão geralmente ocorre entre pessoas que moram na mesma casa, por terem esse maior contato. E doentes em tratamento não transmitem mais a doença. Logo, não é necessário ter medo de ser contaminado. E cerca de 90% das pessoas apresentam imunidade nata ao bacilo, ou seja, apenas 10% da população mundial é suscetível a adoecer se entrar em contato prolongado com um doente sem tratamento.
Programa de rádio Viva a Vida 1636 - 30/01/2023 - Combate à hanseníase
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Como tratar a hanseníase e quanto tempo dura o tratamento?
O tratamento da hanseníase é feito por uma associação de antibióticos, a chamada poliquimioterapia, que é oferecida gratuitamente pelo SUS. Deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico. O paciente recebe mensalmente uma cartela que contém uma parte destacável que é a dose supervisionada, ou seja, deve ser tomada em frente a um profissional de saúde. Os demais comprimidos são autoadministrados e o paciente os toma em casa diariamente. Pacientes diagnosticados com o tipo paucibacilar da doença devem realizar o tratamento por 6 meses e os multibacilares por 12 meses. Mensalmente, deve comparecer à Unidade de Saúde para retirar a nova cartela, receber a dose supervisionada e ser acompanhado pelo médico e demais profissionais da equipe multidisciplinar, como enfermeiro, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional, por exemplo.
É possível prevenir a hanseníase? De que forma?
Os principais meios de prevenção da doença estão no diagnóstico precoce, tratamento oportuno e examinação dos contatos. Só assim é possível interromper a cadeia de transmissão da doença. Até o momento não existe uma vacina específica para a hanseníase. No entanto, a BCG aplicada logo após o nascimento reduz os riscos de desenvolver a doença principalmente em suas formas mais graves.
“Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.”
A Pastoral da Criança trabalha em ações para eliminar a hanseníase no Brasil, com orientações, materiais educativos sobre a hanseníase e, também, uma série de atividades junto às famílias e comunidades.
Dra. Zilda
“Os serviços de saúde devem favorecer o acesso, ter boa qualidade e atender de forma humanizada, com carinho, respeito e dignidade”.
Papa Francisco
“Pelo contrário, convencidos da vocação da família humana à fraternidade, deixemo-nos interpelar e questionar: "Será que vamos nos debruçar para tocar e curar das feridas dos outros? Será que vamos nos abaixar para levar às costas o outro? Este é o desafio atual, de que não devemos ter medo."
Que o Novo Ano nos revigore e, ao mesmo tempo, renove dentro de cada um de nós, a esperança de paz, saúde, prosperidade, inovação e alegria. Agradecemos a todos pelos esforços realizados no ano de 2022, e que em 2023 possamos continuar levando nosso testemunho de amor, de fé e vida a todas as famílias que mais precisam.
A todos que fazem parte dessa grande família Pastoral da Criança, um FELIZ e PRÓSPERO ANO NOVO!
ENTREVISTA COM: Irmã Eliana Martins Rosa da Pastoral da Criança do Estado de São Paulo.
O dia primeiro de janeiro é mundialmente conhecido como o Dia Mundial da Paz e também o Dia da Fraternidade Universal. Irmã Eliana, como falar de paz num tempo como esse que estamos vivendo?
A paz nasce no coração. Se eu cultivo paz dentro de mim eu vou semear a paz e vou poder falar de paz mesmo em tempos de guerra, mesmo em tempos de tantos conflitos e tantos desafios como nós vivemos hoje, porque eu cultivo a paz, eu cultivo o amor, eu cultivo a serenidade. Se eu cultivar o ódio, o rancor, a ira, é claro que isso vai só se multiplicar. A paz se multiplica pela paz. Então, vamos ser semeadores de paz, sinais de paz onde nós estivermos.
Ano Novo, vida nova! Qual é o peso dessa afirmação para cada um de nós nesse ano novo que está começando?
Bem, depende não só como eu me programe, mas como eu decida viver. Se eu tenho atos, atitudes, pensamentos ruins, pensamentos que vão contrários a aquilo que eu estou me propondo, então, eu preciso trabalhar primeiro o meu pensamento. E aí sim, o peso dessa afirmação vai ser positivo e vai ser na balança mais pesado do que o outro lado. Tudo depende das minhas escolhas. Da minha decisão pessoal.
ENTREVISTA COM: Irmã Ana Soares Pinto, Coordenadora Estadual da Pastoral da Criança do Estado de Goiás.
Como ampliar e fortalecer a atuação da Pastoral da Criança nas comunidades em 2023?
Em primeiro lugar precisamos convidar novos líderes para fazer parte da Pastoral da Criança. Convidar outros grupos e pastorais para nos unir em parcerias, assim fortaleceremos uma Igreja em saída como nos pede o Papa Francisco. Fortalecer e realizar mutirões em busca das gestantes e crianças. Animar as comunidades, líderes e famílias da Pastoral da Criança, mostrando a importância de se ter a Pastoral em sua comunidade, em seu bairro.
Programa de rádio Viva a Vida 1631 - 26/12/2022 - Ano Novo
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
ENTREVISTA COM: Irmã Fátima Alves dos Santos, líder da Pastoral da Criança de Cuiabá, Mato Grosso.
O final de ano é um momento de retrospectiva e avaliação do que realizamos no ano que passou. Irmã Fátima, quais foram as principais conquistas da Pastoral da Criança em 2022?
Nós acreditamos que as principais conquistas dentro desse contexto que nós estamos vivenciando, num pós-pandemia, foi o aumento da participação das mães nas Celebrações da Vida, logo após e também mais crianças que foram inseridas dentro da Pastoral da Criança. Uma outra coisa também extremamente significativa foi a criação de um novo projeto, o Projeto Inovação da Pastoral da Criança, que veio para contemplar também essa realidade. Creio que vai corresponder com as expectativas das ações que nós já vivemos e que às vezes como líderes temos dificuldade, mas com esse projeto eu creio que vai ser possível uma inovação. Nós acreditamos que a partir disso vai ser possível dar uma atenção um pouco mais especial.
O que é e como você vê o Projeto Inovação da Pastoral da Criança?
O Projeto Inovação da Pastoral da Criança, para nós que estamos atuando na Pastoral da Criança já há alguns anos, é um novo tempo, onde a família se sente inserida, uma vez que ela tem acesso aos meios de informações da Pastoral da Criança. Onde não só o líder tem acesso a tantas informações, mas a família também. É uma formação onde a família e a criança, o líder e a comunidade vão crescer juntos e terão juntos essas informações.
ENTREVISTA COM: Nádia Lucia Moura Ribeiro, Coordenadora Diocesana da Pastoral da Criança de Porto Velho, Rondônia.
Quais conquistas da Pastoral da Criança em 2022 você gostaria de destacar?
Destaco o retorno às atividades presenciais; o encontro com capacitadores, multiplicadores, com as equipes de acompanhamento nutricional; assembleia diocesana indicativa, entre outros. Porto Velho também participou do Projeto de Inovação, e-Capacitação e e-Líder. O e-Líder facilita a capacitação de novos líderes com as etapas reduzidas e sem perder a qualidade da formação. Responde alguns questionamentos que tínhamos com dicas mais práticas na atuação do líder e oferece algo a mais para as famílias acompanhadas que utilizam o aplicativo. A minha expectativa para 2023 é continuar inovando, renovando e animando a missão junto às famílias.
ENTREVISTA COM: Padre Moacir Caetano, líder e membro da Equipe Diocesana da Pastoral da Criança da Diocese de Caçador, Santa Catarina.
O Ano Novo desperta solidariedade, multiplica a generosidade e incentiva trabalhos voluntários. Padre Moacir, o que o senhor gostaria de dizer para quem sentiu o desejo de contribuir para o bem-estar do outro?
Àqueles e àquelas que manifestam o desejo de contribuir para o bem-estar de famílias e crianças gostaria de dizer que a Pastoral da Criança é o caminho por excelência. Porque a Pastoral da Criança tem uma missão dedicada, uma missão voltada especialmente para o cuidado de famílias e de crianças de 0 a 6 anos. Portanto, se você tem essa vontade e quer contribuir fica o convite para procurar em sua paróquia, em sua comunidade saber sobre a Pastoral da Criança para dela participar, viver a missão como líder e assim contribuir para que as crianças cresçam com dignidade, cresçam em graça e sabedoria para manifestarem ao mundo a vida em plenitude, a vida em abundância que Deus deseja para todos nós. Sejamos promotores desta vida através da Pastoral da Criança. Se você gostaria de contribuir, seja então bem-vindo, bem-vinda. Procure em sua comunidade saber da Pastoral da Criança e como você pode fazer parte como líder, como que você pode ser capacitado e viver esse engajamento pelas famílias e pelas crianças.
“Paz, justiça e instituições eficazes: promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.”
A Pastoral da Criança é uma grande rede de voluntários que apoia às famílias, gestantes e crianças no cuidado com a saúde, a alimentação saudável e o desenvolvimento infantil. Que em 2023 possamos continuar na missão com muita garra e coragem.
Dra. Zilda
“Quando você ensina as mães e famílias a cuidarem melhor dos filhos, você está construindo um mundo melhor, mais justo e fraterno para essas crianças.”
Papa Francisco
“A família é o lugar do encontro, da partilha, da saída de si mesmo para acolher o outro e estar junto dele. É o primeiro lugar onde se aprende a amar”
É tempo de Natal! Época de confraternizar, de unir a família e comemorar essa data tão especial. Falar sobre o nascimento de Jesus é também ensinar sobre a fuga da sagrada família ao Egito, que precisaram sair de sua terra para conseguir livrar o menino Jesus dos riscos que corria naquela época.
Atualmente muitas pessoas têm migrado para o Brasil, em condições subumanas, refugiando-se ou buscando melhores condições de vida. As dificuldades que enfrentam com essa migração são diversas, e a dificuldade em se comunicar devido a diferença de idioma só agrava a situação do migrante.
Diante disso, a Pastoral da Criança tem buscado criar uma rede de apoio à criança migrante e sua família, oportunizando que conheçam seus direitos e incentivando políticas públicas de qualidade para que tenham acesso principalmente à saúde e à educação. Natal é, também, tempo de acolhimento e partilha.
Hoje, com os irmãos migrantes, podemos partilhar principalmente o saber, por meio de orientações básicas, capacitações e muita informação disponível em nosso aplicativo.
Entrevista com: Ana Elisa Bersani, Doutora em Antropologia Social pela (UNICAMP). Pesquisadora do Centro de Estudos de Migrações Internacionais (CEMI - Unicamp) e do Observatório Saúde e Migração da FENAMI. E que tem uma atuação junto à organização internacional Médicos Sem Fronteiras desde 2016 como antropóloga e coordenadora de Promoção de Saúde.
Ana Elisa Bersani, Doutora em Antropologia Social pela (UNICAMP)
Estamos vivendo o tempo do Natal. Que relação existe entre o drama da Família de Nazaré, obrigada a refugiar-se no Egito e a condição de todos os migrantes, especialmente dos refugiados, dos exilados, dos deslocados, dos prófugos, dos perseguidos forçados a deixar seus países para preservar sua vida?
Então, se a gente se lembra da narrativa do Evangelho sobre a fuga da Sagrada Família, o que está colocado ali em jogo é fundamentalmente a questão da mobilidade forçada. E o que significa isso? A mobilidade é um fenômeno da humanidade. É um fenômeno extremamente importante e essencial para a sociedade como um todo de forma geral. Apesar disso, a gente sabe que infelizmente muitas pessoas são forçadas a se mover, abandonando seus territórios de origem, suas casas, seus lares essencialmente por razões políticas e financeiras. De acordo com os dados do ACNUR, que é a agência da ONU para refugiados, no final do ano de 2021 a gente já podia contar com 89,3 milhões de pessoas em todo o mundo foram deslocadas à força, forçadas a saírem de seus lares.
2) Quais são as principais questões ou fatores que tornam a migração um drama humanitário?
A primeira é o fato das razões que fizeram com que essas pessoas precisassem se mover, isso por um lado. E por outro lado também as condições que essas pessoas encontram para fazer esse movimento. E ainda a gente poderia acrescentar um terceiro fator que são as condições que essas pessoas encontram de refazer suas vidas no local onde elas chegam. Então, ao mesmo tempo em que essas pessoas são forçadas a sair, na grande maioria das vezes por questões, consequências de guerras e más políticas que tiram dessas pessoas as condições necessárias para continuar vivendo com dignidade no território. Ao mesmo tempo essas pessoas não encontram as condições de se mover livremente. Esse grande drama que a gente vê hoje, que se relaciona com a crise dos refugiados, está relacionada a isso.
3) Assim como Maria e José não encontraram um lugar digno para Jesus nascer em Belém, hoje também muitos migrantes não encontram hospitalidade e acolhida. Por que acontece isso?
Muito claramente a gente consegue ver que existe uma hierarquia no movimento e que difere de acordo de quem nós somos e sobretudo de onde nós viemos. Isso significa que nem todas as pessoas conseguem se deslocar da mesma forma e de forma livre. O escrutínio sobre quem exerce esse direito de se deslocar ele tem sido cada vez mais rígido e cada vez mais severo. Então, essas pessoas que buscam as melhores condições de vida onde quer que elas possam se encontrar e tentam de todas as formas garantir um futuro para os seus filhos, para as futuras gerações elas encontram políticas securitárias nas fronteiras entre os países, por exemplo, extremamente rigorosas e que tratam muitas vezes esse migrante, esse sujeito, refugiado ou migrante, enfim, são várias categorias para definir, que olha para esse sujeito como um invasor. Muitas vezes como um criminoso. Então, populações inteiras de pessoas deslocadas são vigiadas, controladas, segregadas e muitas vezes punidas por essas políticas de controle e segurança fronteiriço, por exemplo. Isso é uma questão muito importante da gente pensar porque isso reflete de alguma forma em relação como essas pessoas vão ser acolhidas nos territórios para onde elas se dirigem. E muitas vezes aquela questão da hospitalidade que deveria ser um princípio e um valor entre os povos ela rapidamente se transforma em hostilidade.
Então, esse é realmente um drama e eu acredito que esse momento do Natal é um momento muito importante para nos fazer refletir sobre essa questão.
Programa de rádio Viva a Vida 1630 - 19/12/2022 - Natal
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança. Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
4) Quem são esses migrantes? De onde vêm? Onde chegam e em que condições? Como são acolhidos?
Quando a gente fala de migrante e refugiado hoje em dia no momento contemporâneo a gente está falando basicamente de pessoas pobres, de pessoas pobres vindas de países pobres. Esse seria o perfil do migrante contemporâneo. E para onde essas pessoas vão? Cada vez mais essas pessoas têm buscado abrigo, refúgio buscando novas rotas, buscando encontrar outras alternativas. Sobretudo, pelo que eu comentei também pelo fato de as políticas de segurança de fronteira estarem ficando cada vez mais rigorosas. Ou seja, espaços em que essas pessoas poderiam entrar em algum momento, começam a fechar suas portas para elas. Isso faz também com que novas rotas e novos países que antes não eram uma possibilidade, não estavam na lista das prioridades para onde essas pessoas estariam se encaminhando passem a ser. Esse é o caso do Brasil, por exemplo. A gente pode pensar que nessa última década o Brasil voltou a ser o país que é um país originalmente formado por migrantes, por pessoas vindas de diferentes países, culturas, isso historicamente, o Brasil na última década volta a ser mais uma vez um país de destino de migrantes. E não apenas um país que enviava migrantes para outros territórios.
5) Como é a questão das mulheres na migração?
Historicamente, pensando na história mesmo dos movimentos, deslocamentos a mulher sempre teve um papel bastante subalterno.Nós sabemos que esse não é o papel da mulher. A mulher migrante ela tem uma função extremamente protagonista desse empreendimento migratório. E cada vez mais a gente vê mulheres migrando, inclusive migrando sozinhas com aquele indivíduo membro daquela família escolhido para sair em busca de melhores condições de vida inclusive para quem fica. Outro perfil que a gente tem visto cada vez mais são mulheres, mães, muitas vezes mães-solo que decidem deixar seus territórios, deixar sua casa, enfim, para conseguir trabalho em outros países em melhores condições para enviar remessas para os filhos que ficaram, manter os estudos desses filhos, enfim, e garantir que eles tenham um futuro melhor que elas tiveram. No entanto, apesar desse protagonismo que a gente precisa realmente admitir as mulheres normalmente encontram condições ainda mais difíceis do que dos homens quando chegam nos locais de destino. Isso por várias razões. Mas nós podemos facilmente imaginar que uma mulher sozinha, sem outras pessoas para ajudá-la no sustento de si e dos seus filhos precisa aceitar trabalhos em condições ainda piores do que aqueles dos homens. Mulheres que não podem aguardar, que não tem o tempo para procurar mais par ter outras opções. Escolher, por exemplo, qual a função laboral que elas vão exercer. Elas precisam, na maior parte das vezes pegar qualquer coisa o mais rápido possível porque tem outras pessoas que estão dependendo delas. E as condições se dão bem diferentes em termos salariais. Essas mulheres vão muitas vezes receber salários menores do que os homens mesmo que exercendo funções iguais porque no campo da migração a gente também tem um reflexo do que acontece com mulheres não migrantes.
6) Certamente, ao gerar o Menino Jesus também passou por muitas dificuldades. Quais são os desafios das gestantes migrantes para o acesso à saúde?
No caso das mulheres gestantes é interessante a gente pensar que muitas vezes essas mulheres grávidas decidem sair do seu país ainda nessas condições, muitas vezes já com uma gestação avançada nessa tentativa de garantir melhores condições de vida para esse filho que vai nascer.
Muitas vezes essas mulheres não encontram aquele acolhimento que necessitariam para esse período. Então, se a gente for pensar aqui na nossa situação do Brasil seria muito importante pensar como essa mulher muitas vezes tem dificuldade para acessar o serviço do pré-natal. Uma grande parte dessas mulheres nem ao menos sabem que têm direto, não conhecem o SUS e muitas vezes não sabem que têm direito ao serviço de acompanhamento. Por exemplo, o serviço de pré-natal.
7) Não falar a língua do país de destino também pode ser uma barreira para as gestantes?
A língua é uma barreira extremamente importante que muitas vezes faz com que essas mulheres tenham medo de procurar o sistema de saúde e só o façam quando realmente precisam muito e na maior parte das vezes já estão com a situação bastante agravada de saúde o que é muito ruim. A gente também tem que pensar que muitas vezes as mulheres quando acessam o serviço de saúde tem esse acesso negado ou um tratamento bastante prejudicado com inclusive questões relacionadas ao próprio racismo institucional, a questões relacionadas a uma xenofobia como se aquela pessoa que vem de fora não tivesse o mesmo direito dos brasileiros a ter acesso aos serviços públicos o que não é verdade, essas pessoas que chegam de fora elas deveriam ter constitucionalmente esse direito garantido. Infelizmente, na prática não é isso que a gente vê. Não é sempre isso que a gente vê. Então tudo isso contribui para que essas mulheres tenham um índice, uma taxa, um risco relacionado a desenvolver doenças, a ter uma gestação mais complicada e uma mortalidade, uma taxa de mortalidade muitas vezes mais alta. Então, a gente tem que entender que a migração ela também funciona como um determinante social de saúde. A gente tem que olhar para esse grupo e para as vulnerabilidades muito específicas que esse migrante, que essa mulher migrante, refugiada vai ter quando a gente olha em relação aos outros grupos que a gente tem aqui no nosso país.
8) Na sua opinião, como a Pastoral da Criança pode colaborar com as famílias, gestantes e crianças migrantes?
Então, com certeza, essas mulheres têm vulnerabilidades importantes que serviços como o da Pastoral da Criança podem olhar e podem ajudar a mitigar essas barreiras e essas dificuldades, desenvolvendo materiais nas línguas dessas mulheres, estabelecendo uma relação de confiança entre voluntários e essas mulheres distantes e também as crianças nesses primeiros anos de vida, fazendo o acompanhamento dessas crianças de mães migrantes. Então é um trabalho vasto, várias atividades que podem ser pensadas tendo como foca essas mulheres e eu espero que a Pastoral continue desenvolvendo esse papel aí extremamente essencial nesse sentido.
“Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades”
Que Deus abençoe a Pastoral da Criança e a todos que estão fazendo o Menino Jesus nascer na vida e no coração de tantas crianças, gestantes e famílias.
Dra. Zilda
“No acompanhamento da gestante mês a mês, através da visita domiciliar, você está melhorando o mundo, pelo benefício que leva à gestante e à criança, na partilha do saber e do amor fraterno”.
Papa Francisco
“Na sua fuga para o Egito, o menino Jesus experimenta, juntamente com seus pais, a dramática condição de deslocado e refugiado ‘marcada por medo, incerteza e dificuldades’ (cf. Mt 2, 13-15.19-23)”. Milhões de famílias se reconhecem nessa triste realidade, “em cada um deles, está presente Jesus, forçado – como no tempo de Herodes – a fugir para Se salvar”.