Foto: Banner oficial de divulgação do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, em 2026As neurodivergências fazem parte da realidade de muitas famílias e têm sido cada vez mais comuns e reconhecidas na sociedade. Entre as condições mais frequentes na infância estão o transtorno do espectro autista (TEA) e o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Segundo o IBGE, mais de 1,1 milhão de crianças de 0 a 14 anos no Brasil têm diagnóstico de autismo, com maior prevalência nas idades mais jovens. Já dados do Ministério da Saúde indicam que o TDAH atinge cerca de 7,6% das crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos.
Na entrevista a seguir, a médica neuropediatra Dra. Alessandra Penna e Costa explica o que são as neurodivergências, quais sinais os pais devem observar, como é feito o diagnóstico e quais caminhos podem contribuir para o cuidado e a inclusão dessas crianças. Acompanhe e aprofunde seu conhecimento sobre o tema, fortalecendo um olhar de acolhimento e respeito
Abril Azul
O mês de abril é marcado pela conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA), com o objetivo de ampliar a informação, combater o preconceito e promover a inclusão. A data reforça a importância do diagnóstico precoce, do acesso a cuidados adequados e do acolhimento às crianças e suas famílias..
Entrevista com Doutora Alessandra Penna e Costa, médica neuropediatra do Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.
Doutora Alessandra, o que significa ser uma pessoa neurodivergente?
DRA. ALESSANDRA:
Uma pessoa neurodivergente é aquela que tem um funcionamento cerebral diferente do padrão que a sociedade considera típico ou normal. Não se trata de uma doença, mas de uma variação dentro da normalidade, apenas diferente da média considerada mais comum.
As condições mais frequentemente consideradas neurodivergentes, ou neuroatípicas, são o transtorno do espectro autista, situações relacionadas à linguagem, como a dislexia, e também o TDAH, que é o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Esses são os mais comuns.
Programa de rádio Viva a Vida – 1802 - 06/04/2026 - Autismo e TDAH: sinais e cuidados
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Dra. Alessandra, quais sinais os pais devem observar no desenvolvimento infantil que podem indicar possíveis neurodivergências?
DRA. ALESSANDRA:
De modo geral, independentemente da neurodivergência, os pais precisam estar sempre atentos ao neurodesenvolvimento da criança, ou seja, a como ela se desenvolve neurologicamente desde o nascimento até a vida adulta.
Uma forma importante de acompanhar isso é por meio da caderneta da criança, entregue pelo Ministério da Saúde, que além das vacinas traz marcos de desenvolvimento que os pais podem observar conforme a criança cresce.
É importante, por exemplo, observar quando a criança começa a sentar, a olhar para as pessoas, a apresentar sorriso social e depois sorriso intencional. Também é fundamental ficar atento à linguagem: perceber se há algum atraso, especialmente na fala, que é um sinal muito importante.
Além da caderneta, os pais podem acompanhar esse desenvolvimento nas consultas de puericultura, na unidade de saúde, com o profissional responsável.
Como a família pode acolher, apoiar e estimular o desenvolvimento de uma criança neurodivergente?
DRA. ALESSANDRA:
O conhecimento é fundamental. As famílias precisam entender a condição da criança e, a partir disso, desenvolver formas de acolhimento dentro de casa.
O apoio está muito ligado ao respeito às necessidades da criança e à adaptação do ambiente. Também é essencial ter uma comunicação empática, ou seja, estar aberto a ouvir, compreender e respeitar o que a criança está vivenciando.
Outro ponto importante é estimular a autonomia. Mas, acima de tudo, a informação é essencial para que a família consiga oferecer o melhor suporte.
(TESTEMUNHO) Marli da Penha Atilio, multiplicadora do e-Guia da gestação aos 6 anos e Acompanhamento Nutricional, e coordenadora da Pastoral da Criança da Paróquia São Benedito, em Passos-MG.
Marli, como os líderes da Pastoral da Criança apoiam as famílias que têm uma criança com alguma neurodivergência ou diferença no funcionamento de seu cérebro?
MARLI:
É importante que a família de uma criança neurodivergente procure sempre a orientação de um profissional de saúde e descubra a melhor forma de se comunicar com essa criança.
A convivência exige dos pais e cuidadores empatia, paciência e muito amor, valorizando e estimulando suas potencialidades e promovendo um ambiente acolhedor, positivo e inclusivo. Isso contribui muito para a autoestima e para o desenvolvimento da criança.
Leia a entrevista na íntegra
1802 - Neurodivergência, autismo, TDAH e outras
3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
“Boa saúde e bem-estar”
Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
4º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
“Astodos”.
Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.
10º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
“Redução das desigualdades”
Reduzir as desigualdades no interior dos países e entre países
Dra. Zilda
“As crianças são prioridade absoluta, como garante o Estatuto da Criança e do Adolescente, e merecem carinho, atenção e respeito”.
“Deus nos ama a todos incondicionalmente.”
