O Evangelho de hoje, narrado por São Lucas, apresenta uma das passagens que pode causar, alguma dificuldade de entendimento. Jesus diz que veio trazer fogo sobre a terra; que não veio trazer paz, mas a divisão. Cada um interpreta à sua maneira. Eu prefiro pensar que quando Jesus fala de fogo sobre a terra, penso que fogo pode simbolizar o Espírito Santo, que já poderia estar agindo em meio ao povo, se não fosse a dificuldade em reconhecer o Filho de Deus.
Sobre esse fogo, citado por Jesus, São Cirilo escreveu “que era costume nas Sagradas Escrituras interpretar por “fogo” os discursos sagrados e divinos. Do mesmo modo que o fogo purifica os metais, a palavra de Deus purifica os corações”.
O Papa Francisco falou que quando Jesus diz: “Eu vim lançar fogo sobre a terra; e como gostaria que ele já se tivesse ateado!”, que estas palavras pretendem ajudar os discípulos a abandonar toda atitude de preguiça, apatia, indiferença e fechamento para acolher o fogo do amor de Deus, aquele amor que, como recorda São Paulo, foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo”.

Situações delicadas de fragilidade na assistência gestacional, no pós-parto e a falta de cuidado com a saúde materna e das crianças, geralmente, são mais algumas das dificuldades que as famílias pobres enfrentam diariamente quando têm seus direitos negados.
Diante de realidades assim, a Pastoral da Criança promove o desenvolvimento das crianças, à luz da evangélica opção pelos pobres, do ventre materno até os seis anos, por meio de orientações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania, fundamentadas na mística cristã que une fé e vida, contribuindo para que suas famílias e comunidades realizem sua própria transformação.
No evangelho de hoje, Jesus diz uma frase muito importante e atual: “Não tenhais medo, pequenino
rebanho, pois foi do agrado do Pai dar a vós o Reino de Deus”. E Jesus continua dando conselhos de como devemos ser vigilantes e prestativos em seguir a vontade do Pai. Não temer é ter confiança, acreditar.
Em outro trecho do Evangelho, São Lucas também nos mostra que Jesus faz um alerta sobre as falsas ilusões de riqueza e bem-estar. Jesus questiona sobre os tesouros do nosso coração. Tudo depende do tesouro que escolho, porque o coração irá onde está o nosso tesouro.
Em nossa vida, têm muitas coisas que achamos que é um tesouro e que pouco a pouco se tornam amarras, escravidões, porque o coração não pode deixar de seguir o tesouro que escolhemos.
O evangelho de hoje fala de um tema que é muito próximo da vida da gente: a vontade de acumular
coisas, riquezas. A vida não depende dos bens acumulados. A nossa alegria não é condicionada pelos bens materiais. É um engano. A felicidade não se compra. O mercado vive dessa ilusão. Se você tiver a última versão de celular, você será feliz. O último modelo. Não é isso o que dizem, e que geralmente acontece? Muitas vezes, a gente nem quer ter as coisas porque precisamos, mas para mostrar para os outros o que temos. E muita gente nos avalia e julga por isso: pelo que temos e não pelo que somos.
Jesus nos pede que nos mantenhamos longe da cobiça, isto é, da tentação de nos encher de coisas. É um desafio no mundo moderno que vive criando necessidades para tudo. Você hoje precisa estar conectado e já não basta um simples computador, precisa um celular, um notebook... e assim você vai acumulando tudo nos celeiros da vida.
Na parábola que Jesus contou, no Evangelho de hoje, um homem acumulou todas as suas riquezas em um grande celeiro e agora achava que podia dormir feliz, porque já tinha muito para viver bem o resto da vida. Mas nessa noite, ele morreu. O que adiantou a sua ganância, acumular tudo e não aproveitar nada? Qual é a tua riqueza? Por que você não aprende a ter a riqueza verdadeira, que é estar próximo de Deus, porque mesmo que você tenha toda a riqueza do mundo, você é pobre se você não tem uma relação próxima com Deus. Tudo o que temos é pó, é nada. Tudo nos será tirado e quanto mais presos às riquezas, mais sofreremos para deixar essas riquezas.