O Evangelho deste domingo, escrito por Lucas, é a continuação do Evangelho de domingo passado, que contou como Jesus foi contestado e rejeitado pelos seus conterrâneos de Nazaré. Ele foi expulso de lá. Por que eles não acreditaram em Jesus? Porque aquilo que Ele dizia não os agradava. Mas o profeta é assim. O que é um profeta? O que ele deve dizer? Um profeta, por sua natureza, deve questionar. Eu não posso escutar Deus e guardá-lo numa caixinha e continuar a vida tranquilamente oprimindo o próximo.
A Palavra de Deus não deixa a pessoa tranquila. Pede mudança, pede conversão. Pede justiça. Pede atitude. A Palavra de Deus coloca a pessoa em dificuldade diante de certas situações, porque ela muda a mentalidade, o jeito de ver as coisas. Se a gente olhar os profetas antigos, por exemplo, Isaias, Jeremias, Amós, eles usavam palavras duras contra aqueles que oprimiam o povo. Por isso, eram ameaçados de morte, tinham que fugir, viver escondido. Os profetas modernos também foram assim, são assim. Basta lembrar de Dom Oscar Romero, Padre Ezequiel Ramim e tantos religiosos e leigos, profetas modernos que testemunharam a coerência da sua fé com a doação da própria vida.
O Evangelho deste domingo, narrado por Lucas, nos mostra um episódio muito triste que aconteceu com Jesus ao visitar sua pequena cidade de Nazaré, onde Ele cresceu. Vocês conhecem o provérbio que diz que “Nenhum profeta é bem recebido em sua terra!” Ou que “santo de casa não faz milagre”? Foi isso que aconteceu com Jesus. O povo estava reunido na sinagoga de Nazaré. E Jesus também chegou para rezar com eles. Deram o Livro do profeta Isaias para Jesus ler. Jesus leu o seguinte:
casamento em Caná da Galiléia. A mãe de Jesus estava presente. Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento.” E aí nós sabemos o que aconteceu: que faltou vinho e que Jesus fez o seu primeiro milagre. É o que acontece muitas vezes em nossas festas. Em um dado momento, sempre falta alguma coisa. E aqui faltou o principal, faltou o vinho, símbolo da festa, da alegria, da vida. E aí veio o momento da crise. O que fazer?