O Evangelho deste domingo é um evangelho vocacional. Lucas narra como Jesus chamou os primeiros discípulos. E vocês sabem onde Jesus foi procurar os primeiros discípulos? Entre os pescadores, à margem do lago de Tiberíades. Ali, encontrava-se uma multidão que seguia Jesus. Na beira desse lago, havia alguns barcos com pescadores, que estavam muito cansados e desanimados, porque não tinham pescado nada durante a noite inteira.
Então, Jesus subiu em um barco e continuou falando à multidão. Depois disse a Pedro: “Avancem para águas mais profundas e lancem as redes.” Pedro respondeu: Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e não pegamos nada. Mas, em respeito a Tua palavra, vamos lançar as redes”. E apanharam tanto peixe que as redes se rompiam. Ao ver aquilo Pedro atirou-se aos pés de Jesus dizendo: "Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador”. E Jesus lhe disse: Pedro, não tenhas medo! De hoje em diante será um pescador de gente. E eles deixaram tudo e seguiram Jesus. Assim foi o chamado dos primeiros discípulos.
Além dos direitos assegurados no Sistema Único de Saúde, para qualquer cidadão, o doente de Hanseníase têm garantidos direitos com relação ao diagnóstico e tratamento.
A Portaria n.º 724/MS, de 6/7/93, instituiu o Comitê Técnico Assessor de Dermatologia Sanitária e a Portaria n.º 8141 MS, de 22/07/93, regulamenta o tratamento da Hanseníase no país (Diário Oficial da União de 4/8/93).
O Evangelho deste domingo, escrito por Lucas, é a continuação do Evangelho de domingo passado, que contou como Jesus foi contestado e rejeitado pelos seus conterrâneos de Nazaré. Ele foi expulso de lá. Por que eles não acreditaram em Jesus? Porque aquilo que Ele dizia não os agradava. Mas o profeta é assim. O que é um profeta? O que ele deve dizer? Um profeta, por sua natureza, deve questionar. Eu não posso escutar Deus e guardá-lo numa caixinha e continuar a vida tranquilamente oprimindo o próximo.
A Palavra de Deus não deixa a pessoa tranquila. Pede mudança, pede conversão. Pede justiça. Pede atitude. A Palavra de Deus coloca a pessoa em dificuldade diante de certas situações, porque ela muda a mentalidade, o jeito de ver as coisas. Se a gente olhar os profetas antigos, por exemplo, Isaias, Jeremias, Amós, eles usavam palavras duras contra aqueles que oprimiam o povo. Por isso, eram ameaçados de morte, tinham que fugir, viver escondido. Os profetas modernos também foram assim, são assim. Basta lembrar de Dom Oscar Romero, Padre Ezequiel Ramim e tantos religiosos e leigos, profetas modernos que testemunharam a coerência da sua fé com a doação da própria vida.
O Evangelho deste domingo, narrado por Lucas, nos mostra um episódio muito triste que aconteceu com Jesus ao visitar sua pequena cidade de Nazaré, onde Ele cresceu. Vocês conhecem o provérbio que diz que “Nenhum profeta é bem recebido em sua terra!” Ou que “santo de casa não faz milagre”? Foi isso que aconteceu com Jesus. O povo estava reunido na sinagoga de Nazaré. E Jesus também chegou para rezar com eles. Deram o Livro do profeta Isaias para Jesus ler. Jesus leu o seguinte:
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar o ano da graça do Senhor.” Jesus fechou o livro e disse: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir.”
Jesus queria dizer que aquele ungido enviado por Deus, aquele profeta e Messias era Ele. Mas o povo conhecia Jesus, o viu crescer. Para eles, Jesus era apenas o filho do carpinteiro José e não tinha nada de especial. Por isso, exigiram que fizesse um milagre para provar que era o Messias. Mas Jesus não fez nenhum milagre ali, porque viu que eles não tinham fé. Então, eles o expulsaram da cidade.