Hortas caseiras são uma das ações da Pastoral da Criança que favorecem a sustentabilidadeFotos: Comunicação/Pastoral da Criança
Cuidar do meio ambiente começa em casa, nas escolhas que fazemos todos os dias, como economizar água e energia, evitar o desperdício de alimentos e separar o lixo. Essas atitudes nos aproximam de um modo de vida mais responsável.
A participação das crianças nesse cuidado ajuda no aprendizado pelo exemplo. Elas podem descobrir desde cedo a importância de respeitar a natureza e de cuidar do lugar onde vivem.
Esse cuidado também pode se estender à comunidade, por meio da participação das famílias e do diálogo com o poder público. É exatamente nesse compromisso coletivo que a Pastoral da Criança incentiva o cuidado com a nossa casa comum.
Na entrevista a seguir, Eduardo dos Santos Soares, coordenador da Pastoral da Criança no Pará, explica como o desequilíbrio ambiental afeta a infância e por que proteger o planeta é uma forma de amar o próximo.
Leia a entrevista completa abaixo ou ouça o áudio no player desta página.
Neste conteúdo você encontrará:
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Como as pessoas e o meio ambiente estão relacionados?
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Quais são os efeitos do desequilíbrio ambiental, especialmente para a saúde das crianças?
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Quais ações em casa podem ajudar a preservar o meio ambiente e a prevenir doenças?
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Como a família pode colocar em prática os 3 Rs (reduzir, reutilizar e reciclar)?
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Como separar os resíduos em casa e para onde encaminhar os recicláveis quando não há coleta seletiva na comunidade?
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Qual é a importância da compostagem?
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Como a horta caseira pode ajudar a família em sua relação com o meio ambiente?
Eduardo dos Santos SoaresEntrevista com Eduardo dos Santos Soares, coordenador da Pastoral da Criança do estado do Pará.
Eduardo, como as pessoas e o meio ambiente estão estritamente relacionados?
EDUARDO:
O Papa Francisco ensinava que tudo está interligado. Ele reforçou isso na sua encíclica Laudato Si’: o ser humano não está separado da natureza. Ele faz parte dela. Então, por isso, cuidar da criação é também uma forma de amar o próximo.
Quando você cuida das pessoas, você também está cuidando da natureza. E quando você cuida da natureza, você também está cuidando das pessoas.
Programa de rádio Viva a Vida – 1825 - 14/09/2026 - Cuidar do meio ambiente começa em casa
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Eduardo, quais são os efeitos do desequilíbrio do meio ambiente, especialmente para a saúde das crianças?
EDUARDO:
As crianças estão entre os públicos mais atingidos pela crise socioambiental que estamos atravessando. Na saúde física, isso se manifesta em doenças relacionadas à poluição do ar, da água e do solo. Doenças respiratórias, diarreia e desnutrição são problemas que atingem especialmente a infância.
Além disso, há impactos na saúde emocional e mental. Observamos como o estresse climático também dificulta o desenvolvimento das crianças.
Quais ações bem concretas em casa podem ajudar a preservar o meio ambiente e prevenir doenças?
EDUARDO:
Algumas atitudes têm impacto local e, quando se tornam um modo de viver compartilhado por mais pessoas, podem trazer as transformações necessárias para a vida do planeta.
Economizar água e energia, evitar o desperdício de alimentos, separar corretamente os resíduos, eliminar focos de água parada e limpar a casa e o quintal são algumas dessas ações. O cultivo de árvores e hortaliças também está entre as práticas que podemos adotar.
Como a família pode colocar em prática os “três Rs”: reduzir, reutilizar e reciclar?
EDUARDO:
O consumo responsável, como o Papa Francisco nos lembra na Laudato si’, é um compromisso cristão. A família pode reduzir o consumo comprando apenas o necessário, evitando desperdícios e consumindo de forma consciente.
Reutilizar é dar uma nova utilidade a roupas, embalagens, móveis e outros objetos que, às vezes, são descartados, mas ainda podem ser usados.
Reciclar envolve separar papel, plástico, vidro e metal e encaminhar esses materiais para que retornem ao ciclo produtivo e tenham outras utilidades.
Como separar os resíduos em casa e para onde encaminhar os recicláveis quando não há coleta seletiva na comunidade?
EDUARDO:
Primeiro, é importante separar os resíduos em orgânicos, recicláveis (papel, plástico, metal e vidro) e rejeitos. As embalagens podem ser limpas e armazenadas em local seco.
Quando não há coleta seletiva, a comunidade pode organizar mutirões, fortalecer as associações de catadores, buscar parcerias com cooperativas e dialogar com o poder público para ampliar o serviço e fazê-lo chegar à comunidade. Esse serviço não é apenas importante: é necessário para todas as pessoas.
Eduardo, qual é a importância de fazer a compostagem?
EDUARDO:
A compostagem transforma resíduos orgânicos em adubo. Assim, devolvemos nutrientes à terra para que ela possa gerar outros alimentos. Aquilo que pode parecer lixo volta à terra para gerar mais vida.
Essa prática reduz o volume de resíduos, melhora o solo, fortalece as hortas e diminui os impactos ambientais.
A Pastoral da Criança incentiva muito o cultivo da horta caseira. Eduardo, como isso pode ajudar a família em sua relação com o meio ambiente?
EDUARDO:
A horta caseira promove uma alimentação saudável e fortalece a segurança alimentar. Também aproxima as crianças da natureza, favorece o uso da compostagem, reduz os gastos da família e fortalece os vínculos familiares.
Leia a entrevista na íntegra
1824 - 07/09/2026 - Desafios da Alfabetização
11º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
“Cidades e Comunidades Sustentáveis”
Tornar as cidades e comunidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis
13º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
“Ação contra a mudança global do clima.”
Adotar medidas urgentes para combater as alterações climáticas e os seus impactos
15º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
”Vida terrestre.”
Proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, travar e reverter a degradação dos solos e travar a perda da biodiversidade
Dra. Zilda
“O trabalho social precisa de mobilização das forças. Cada um colabora com aquilo que sabe fazer ou com o que tem para oferecer. Deste modo, fortalece-se o tecido que sustenta a ação e cada um sente que é uma célula de transformação do país”.
“Chegou verdadeiramente o tempo de dar seguimento às palavras com obras concretas.”
