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Campanhas

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Última Atualização: 07/05/2026
1800 saneamento basico entrevista

O Maio Laranja é uma campanha nacional de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. O tema chama atenção para uma realidade preocupante e muitas vezes silenciosa: a violência sexual contra crianças. Dados oficiais da campanha apontam que, a cada hora, três crianças são abusadas no Brasil. Metade das vítimas tem entre 1 e 5 anos de idade. Na maioria dos casos, a violência acontece dentro de casa ou é praticada por alguém próximo da vítima, o que torna ainda mais importante a atenção da família, da escola, da comunidade e de toda a sociedade.

Mas como perceber os sinais de abuso? Como orientar as crianças sobre proteção do corpo e limites? E como agir diante de uma suspeita? Para refletir sobre essas questões, a entrevistada deste Tema da Semana é Cecília Landarin Heleno, analista de projetos do Centro Marista de Defesa da Infância, em Curitiba (PR). Na entrevista, ela explica os diferentes tipos de violência sexual, os sinais que podem indicar situações de abuso, a importância da prevenção e os canais de denúncia. Você pode ler a entrevista abaixo ou ouvir o conteúdo completo no player de áudio desta página..

1800 saneamento basico entrevistadaCecília Landarin Heleno

Entrevista com Cecília Landarin Heleno, analista de projetos do Centro Marista de Defesa da Infância, em Curitiba, Paraná.

Quais sinais podem indicar que uma criança ou adolescente está sofrendo algum tipo de abuso?

CECÍLIA:

É importante dizer que essa experiência é muito subjetiva. A maneira como a criança vivencia a situação é que vai determinar os sinais que ela demonstrará

Quando falamos de violência sexual, podemos observar comportamentos. Qualquer mudança de comportamento muito brusca é sempre um sinal de que pode haver alguma coisa errada. Podemos falar, por exemplo, de comportamentos hipersexualizados, de conhecimento incompatível com a idade da criança, desenhos ou assuntos que ela não deveria conhecer ou presenciar. Tudo isso pode indicar que a criança está sofrendo algum tipo de violência sexual ou presenciando situações que também configuram violência sexual.

Também podem surgir mudanças de comportamento, como não querer mais se relacionar ou falar com algum homem ou mulher da família, não querer mais ficar sozinha, não querer voltar para casa, deixar de fazer atividades que antes gostava de realizar. Tudo isso são sinais de que alguma coisa pode estar errada.

Existem também sinais físicos mais evidentes, principalmente quando há toque físico. Pode haver lesões nas partes íntimas, machucados, dores, corrimentos, entre outras situações.

Cecília, como a família e a comunidade podem acolher as crianças e adolescentes que sofreram algum tipo de abuso sexual?

CECÍLIA:

Existem três formas de conhecer uma situação de violência, e isso não vale apenas para a violência sexual: por meio do relato de terceiros, pelos sinais apresentados pela criança ou pelo relato da própria criança

O acolhimento é fundamental quando a criança relata a situação. É importante dar crédito ao que ela está dizendo, sem desconfiar em nenhuma hipótese. Se ela escolheu falar com você, é essencial que você esteja disponível para ajudá-la, sem julgamentos ou juízo de valor, fazendo os encaminhamentos necessários.

O acolhimento precisa partir do afeto e do vínculo já existente com aquela criança, em uma relação de proximidade. O mais importante é que ela saiba que não está sozinha e que conta com ajuda para enfrentar aquela situação, que muitas vezes ela própria ainda não identifica como violência.

Muitas crianças relatam essas situações como se fossem algo banal. Por isso, é fundamental que família, comunidade e escola estejam disponíveis para ouvir, não transfiram a responsabilidade, acreditem no relato e busquem ajudar da melhor forma possível. Agora, se a criança não contou nada, não recomendamos fazer uma abordagem direta.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1807 - 11/05/2026 - Maio Laranja

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Como conversar com crianças sobre proteção do corpo e limites de forma adequada para cada idade?

CECÍLIA:

A forma adequada depende da linguagem utilizada. Quando falamos de prevenção à violência sexual, precisamos explicar que algumas partes do corpo são íntimas e que somente podem ser tocadas em situações de cuidado ou necessidade de ajuda.

Também é importante ensinar a criança a reconhecer seus sentimentos, compreender seus limites e aprender a se expressar. A educação baseada no respeito é a base de tudo isso.

Cecília, se alguém suspeitar de abuso quais são os canais de denúncia?

CECÍLIA:

Se a pessoa for um profissional, o mais adequado é comunicar a instituição onde trabalha, para que ela faça os encaminhamentos necessários.

Se não houver encaminhamento da instituição, ou se a pessoa não for um profissional — mas sim um vizinho ou familiar, por exemplo — existem alguns canais importantes. O Conselho Tutelar é uma possibilidade. Também existem o Disque 100 e o Disque 181. O Ministério Público também possui canais de denúncia anônima.

Esses canais funcionam da seguinte forma: a pessoa faz o relato da situação, inclusive de forma anônima, e a informação chega ao Conselho Tutelar para providências.

Em situações flagrantes, que exigem intervenção imediata, a polícia é o canal mais adequado.

(TESTEMUNHO) Sandralina Santos Miranda, Coordenadora Arquidiocesana da Pastoral da Criança de Feira de Santana, estado da Bahia.

Sandralina, como os líderes da Pastoral da Criança ajudam no fortalecimento das famílias para que elas vivam em harmonia e em paz?

SANDRALINA:

A Pastoral da Criança fortalece as famílias por meio das visitas domiciliares, levando orientações sobre saúde, nutrição, educação, paz e cidadania.

Nessas visitas, conversamos com os pais sobre o desenvolvimento integral das crianças de zero a seis anos, promovendo a convivência amorosa, a prevenção de riscos e o fortalecimento dos vínculos entre pais e filhos.

Leia a entrevista na íntegra

1807 - 11/05/2026 - Maio Laranja

 

45º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Igualdade de gênero”.

Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas

1616º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

"Paz, Justiça e Instituições Eficazes"

Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis

Dra. Zilda

“As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.”

Papa Leão XIV

“Ninguém pode deixar de favorecer contextos em que a dignidade de cada pessoa é protegida, especialmente a das mais frágeis e indefesas.”

Segurança Família
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Última Atualização: 06/05/2026
1797 dia da mulher e a busca pela equidade entrevista

A Pastoral da Criança nasceu trabalhando com mães e permanece, há mais de 40 anos, nessa mesma caminhada, reconhecendo o papel essencial da maternidade no cuidado com a vida.

As mães são fonte segura de amor, saúde e cuidado para com seus filhos. São elas que transformam para melhor a realidade em que vivem. Muitas encontram forças na fé e na espiritualidade vividas nas ações do dia a dia, a exemplo de Maria, a Mãe de Jesus.

No conteúdo do Programa Viva a Vida desta semana, convidamos líderes e mães da Pastoral da Criança para partilharem suas experiências, desafios e alegrias. O programa também traz mensagens do presidente, Dom Frei Severino Clasen, da coordenadora nacional, Maria Inês Monteiro de Freitas, e uma reflexão da fundadora da Pastoral da Criança, Dra. Zilda Arns Neumann.

Entrevista com Inessa da Silva Varela, Adriana Hammes, Elenice Fátima da Silva Teles, Cristina Gonçalves de Freitas e Cristiane Pires - Mães que transformam vidas.

Inessa da Silva Varela, líder da Pastoral da Criança de João Câmara, Rio Grande do Norte.

Inessa, o que é ser mãe para você?

INESSA:

Ser mãe é sinônimo de amor incondicional, doação, proteção, renúncia e muita felicidade. Não dá para mensurar o amor de uma mãe por um filho. Só vivendo para sentir

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida –1806 - 04/05/2026 - Dia das Mães

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Adriana Hammes, líder da Pastoral da Criança e coordenadora paroquial da cidade de São Gabriel, Rio Grande do Sul.

Adriana, por que é necessário aceitar que nenhuma mãe é perfeita?

ADRIANA:

O primeiro passo é perceber se aquilo é informação ou apenas opinião. A informação relata um fÉ necessário aceitar que não somos perfeitas, porque nós, mães, também somos seres humanos e também erramos. Mas é errando que aprendemos. Então, precisamos aceitar isso até para podermos educar nossos filhos da melhor forma possível.

Elenice Fátima da Silva Teles, líder da Pastoral da Criança do município de Miguel Pereira, Rio de Janeiro.

Elenice, por que a Pastoral da Criança prioriza o trabalho com as mães?

ELENICE:

Porque a mãe é a primeira orientadora dos seus filhos. É ela que é a base, o laço afetivo. Por isso, precisa receber orientação para que possa ser fortalecida e, assim, garantir saúde, educação e vida plena para seus filhos.

Cristina Gonçalves de Freitas, líder da Pastoral da Criança da Paróquia Maria de Nazaré, em Samambaia Sul, Distrito Federal.

Cristina, como o exemplo de Maria, a Mãe de Jesus, fortalece a sua missão como mãe?

CRISTINA:

O exemplo de Maria nos fortalece pela sua confiança em Deus. Mesmo diante das dificuldades, ela disse “sim” com fé e coragem, ensinando-nos a seguir firmes mesmo sem todas as respostas. Sua vida mostra cuidado, presença e amor, inspirando mães a acompanharem seus filhos com atenção e valores. Também ensina a humildade e o serviço, lembrando que ser mãe é uma missão de amor, fé e entrega..

Cristiane Pires, líder da Pastoral da Criança de Taubaté, São Paulo, também deixa a sua mensagem para as mães.

Cristiane:

Ser mãe é viver uma missão abençoada por Deus todos os dias. A maternidade me ensina sobre o amor verdadeiro, a paciência e a entrega. Cada sorriso da minha filha é um presente divino e, mesmo nos desafios, sinto Deus me fortalecendo e guiando meus passos. Feliz Dia das Mães!

1799 familia bem informada mozart

(MENSAGEM) Saudosa Dra. Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança

Francisco, como os líderes da Pastoral da Criança colaboram em levar informações seguras para as famílias acompanhadas?

FRRANCISCO:

A Pastoral da Criança promove ações educativas e preventivas usando várias estratégias. Informa as famílias sobre seus direitos no SUS e em outras políticas públicas. Orienta sobre prevenção de doenças e desenvolvimento infantil adequado. Também realiza campanhas que ajudam a levar informação segura e de qualidade a todos.

 

Leia a entrevista na íntegra

1806 - 04/05/2026 - Dia das Mães 

Mães Vidas
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Última Atualização: 26/06/2026
Crédito: Sociedade de pediatria São Paulo

A audição é um dos cinco sentidos e tem um papel fundamental no desenvolvimento infantil. É por meio dela que a criança reconhece vozes, aprende a falar, se comunica e interpreta o mundo ao seu redor. Os sons captados pelos ouvidos são enviados ao cérebro, que organiza essas informações e contribui para o desenvolvimento da linguagem, da aprendizagem e da convivência social.

Na infância, é importante que a família esteja atenta aos sinais que podem indicar perda auditiva. Crianças que não respondem ao próprio nome, aparentam não ouvir alguns sons, aumentam muito o volume da televisão ou apresentam comportamento excessivamente quieto precisam de acompanhamento e avaliação especializada. A identificação precoce é essencial para garantir estímulos adequados e melhores oportunidades de desenvolvimento.

O que é o teste da orelhinha e quando ele é feito?

No Brasil, o teste da orelhinha é um importante aliado na detecção precoce da deficiência auditiva ainda nos primeiros dias de vida. No exame, o médico utiliza um aparelho para produzir estímulos sonoros e avaliar as estruturas internas do ouvido do bebê. Cuidar da audição desde a infância é promover inclusão, desenvolvimento saudável e mais qualidade de vida para as crianças.

Quantas crianças sofrem de perda auditiva?

Segundo um estudo feito pelo governo dos Estados Unidos, em 2020, a perda auditiva foi identificada em cerca de 1,8 a cada 1.000 bebês examinados, e aproximadamente 1,9% das crianças apresentaram problemas para ouvir.

Entrevista com especialista

No conteúdo desta semana, Lilian Cristina Gonçalves, fonoaudióloga que atua nas áreas de audição e linguagem em Curitiba, Paraná, explica como é o processo da audição, quais são as principais causas da perda auditiva e a importância dos cuidados com a saúde auditiva infantil.

Você pode acompanhar o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

Dra. Lilian Cristina Gonçalves Scharam

Entrevista com Dra. Lilian Cristina Gonçalves Scharam, fonoaudióloga, que atua com audição e linguagem em Curitiba, Paraná.

O que é a perda auditiva?

DRA. LILIAN:

Perda auditiva é quando a pessoa passa a ouvir menos do que o esperado. Pode ser leve, moderada, severa ou profunda. Ela pode ser temporária e pode ser permanente, muitas vezes por genética, envelhecimento, doenças ou exposição a ruídos fortes.

Como os pais podem identificar sinais de que a criança não está escutando bem?

DRA. LILIAN:

Para perceber se a criança não está escutando bem, pense em dois pontos: resposta e compreensão. A criança responde quando você chama e, quando responde, ela entende o que foi dito. Nos bebês, observe se reage a sons fortes, se procura de onde vem o som e seu balbucio (são os primeiros sons e palavras dos bebês) e as primeiras palavras aparecem no tempo esperado. Nas crianças maiores, repare se pede repetição, confunde palavras parecidas, parece desatenta na escola, porque não acompanhou a instrução.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1813 - 22/06/2026 - Ouvido da criança

 

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Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Dra. Lilian, como alguns casos de surdez podem ser prevenidos na gestação

DRA. LILIAN:

Nem toda perda auditiva é prevenível, porque uma parte tem causa genética, mas existem causas adquiridas que podemos reduzir muito com cuidados de pré-natal. Isso inclui manter as vacinas em dia antes de engravidar, especialmente a da rubéola. E fazer os exames de rotina para detectar e tratar cedo infecções que podem afetar a audição do bebê, como toxoplasmose ou sífilis. E tem um vírus muito comum, o citomegalovírus, que também pode causar perda auditiva congênita (presente desde o nascimento).

E para terminar, Dra. Lilian, quais são os cuidados diários recomendados para manter a saúde dos ouvidos?

DRA. LILIAN:

Primeiro: proteja-se de sons altos. Em fones de ouvido mantenha o volume confortável e faça pausas. Em lugares barulhentos, como shows ou obras, use protetor auricular. Vale cuidar também do ambiente e dos hábitos que irritam ou inflamam o ouvido. No dia a dia outro cuidado importante é com a umidade. Depois do banho, seque só a parte de fora da orelha sem introduzir nada no canal. Por fim, fique atento aos sinais de alerta: dor, secreção, zumbido frequente ou sensação de ouvido tampado e, nesses casos, evite pingar produtos por conta própria. O ideal é avaliar com o médico especialista.

 

(TESTEMUNHO) Rosália Domingos, líder e coordenadora da Pastoral da Criança de Iporanga, Diocese de Registro, São Paulo.

Rosália, como os líderes da Pastoral da Criança orientam as famílias para observarem se o bebê está escutando bem?

ROSÁLIA:

Dentro do desenvolvimento infantil, quando nós visitamos as famílias, nós orientamos os pais para que observem se o bebê vira a cabeça ao ouvir um barulho atrás de si. Se ele escuta quando alguém fala com ele ou faz algum barulho. Se ele reage aos sons altos, se reconhece a voz dos pais, se olha em direção aos sons. Se ele reage quando alguém diz o nome dele. Se o bebê reconhece algumas palavras e consegue até balbuciar algumas palavrinhas como "dá", "mamá", "papá”. E se o bebê se acalma quando ouve a voz dos pais, se é tocado ou embalado. É importante que as pessoas falem com o bebê. Isso nós deixamos bem claro nas visitas para que as pessoas falem com o bebê. Esses são alguns sinais que indicam que o bebê está escutando. Então, é para os pais ficarem atentos a isso, a essas questões.

Leia a entrevista na íntegra

1813 - 22/06/2026 - Ouvido da criança

 

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“Saúde e Bem-Estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

Dra. Zilda

“Os serviços de saúde devem favorecer o acesso, ter boa qualidade e atender de forma humanizada, com carinho, respeito e dignidade”.

Papa Leão XIV

“A saúde não pode ser um luxo para poucos, mas sim uma condição essencial para a paz social”.  

Criança Cuidados
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Última Atualização: 25/05/2026
1800 saneamento basico entrevistaCrianças brincando em uma Celebração da Vida da Pastoral da Criança
Foto: Acervo

Brincar sempre foi uma forma importante da criança se expressar, aprender e se desenvolver. Por meio das brincadeiras, ela aprende a lidar com as emoções, desenvolve o corpo, a atenção, a memória e outras habilidades importantes para a sua formação. Quando a criança tem garantido o direito de brincar, sua autoestima é fortalecida e a forma como socializa é moldada, contribuindo para o crescimento da empatia e para o seu desenvolvimento pessoal.

Diversos estudos mostram que brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil. Segundo o Unicef, as brincadeiras estimulam habilidades cognitivas, emocionais, sociais e motoras, além de fortalecer vínculos familiares e comunitários.

No Brasil, o direito ao brincar é assegurado pela Constituição, no artigo 227, que determina ser dever do Estado, da família e da sociedade garantir à criança, com absoluta prioridade, o direito ao desenvolvimento físico, emocional e social.

O Dia Mundial do Brincar, comemorado em 28 de maio, reforça essa importância. A data foi criada em 1999, no Japão. E atualmente é celebrada em mais de 40 países, incluindo o Brasil, reconhecendo que brincar é um dos pilares para um desenvolvimento saudável e integral.

Entretanto, surge uma reflexão importante: como incentivar a criança a brincar em um mundo cercado por telas? Especialistas alertam que o excesso de tempo em celulares, tablets e televisões pode impactar a atenção, o sono e a socialização infantil. Além disso, muitas crianças ainda não possuem espaços seguros para brincar devido às desigualdades sociais.

No conteúdo desta semana do Programa Viva a Vida, Priscila do Rocio Costa, pedagoga da equipe técnica da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança, aborda os principais aspectos da importância da brincadeira na infância e os desafios atuais para a garantia desse direito.

Você pode acompanhar o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

1800 saneamento basico entrevistadaPedagoga, Priscila do Rocio Costa

Entrevista com Priscila do Rocio Costa, pedagoga da área de desenvolvimento infantil da Coordenação Nacional da Pastoral da Criança.

Priscila, por que o brincar é tão importante para o desenvolvimento infantil?

PRISCILA:

O brincar é o combustível do cérebro na primeira infância. O brincar livre contribui para o desenvolvimento das funções executivas, como memória, o controle emocional, corporal, raciocínio lógico, tomada de decisões, por exemplo. Além disso, ele favorece a convivência e fortalece a autoestima e a empatia. Na visão da Pastoral da Criança, o brincar também fortalece o vínculo afetivo.

Como as cidades podem se tornar mais "amigas da criança" através de espaços de lazer?

PRISCILA:

Uma cidade boa para a criança é uma cidade boa para todos. Tornar as cidades amigas da criança exige um planejamento urbano que valorize as pessoas e o contato com a natureza.

Precisamos de praças, parques seguros, iluminados, calçadas acessíveis, que não sejam apenas depósitos de brinquedos e de estruturas, mas de espaço de convivência e contato com o meio ambiente. As pesquisas mostram, inclusive, que o contato com a terra, com a planta, com água, contribui para reduzir o estresse, a ansiedade e o risco de obesidade. Além dos espaços públicos, também é importante que o brincar e o convívio também sejam incentivados no dia a dia, dentro de casa, nas escolas, em outros ambientes da comunidade, garantindo que a criança tenha oportunidades de se desenvolver de forma integral em todos os lugares onde ela vive.

As cidades também podem favorecer esse cuidado, criando caminhos seguros e acolhedores entre casa, escola e comunidade. A própria comunidade também pode se envolver organizando espaços em terrenos disponíveis, promovendo as ruas do brincar e incentivando o uso das praças. É também importante o controle social, acompanhar de perto e cobrar do poder público ações que garantam espaços adequados e seguros para as crianças. Assim como a participação de todos, nós construímos uma comunidade mais acolhedora, onde as crianças podem crescer, brincar e se desenvolver com dignidade.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1809 - 25/05/2026 - Dia Mundial do Brincar

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Priscila, é possível notar diferenças no desenvolvimento de uma criança que brinca pouco em comparação com uma que brinca livremente?

PRISCILA:

Sim, as diferenças são visíveis e comprovadas. A criança que brinca pouco, muitas vezes confinada ou sobrecarregada de telas, pode apresentar atrasos na aprendizagem, no desenvolvimento motor, dificuldades de interação, de socialização, maior irritabilidade, dificuldade de sono, sobrepeso, obesidade. E já aquela criança que brinca livremente, que corre, que pula, ela se desenvolve com mais autonomia. Ela aprende a resolver problemas sozinha, a criar suas próprias regras e a ter iniciativa. E o brincar livre estimula a criatividade. Então, na Pastoral da Criança, nós notamos que as crianças que têm espaço para o lúdico são mais resilientes e confiantes. O brincar permite que a criança ensaie a vida adulta com segurança, com equilíbrio emocional e alegria. E esse aprendizado é uma base sólida para toda a vida.

(TESTEMUNHO) Pablo Lopes, professor de educação infantil e multiplicador da ação Brinquedos e Brincadeiras junto à Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Criança de Brasília, Distrito Federal.

Pablo, como vocês orientam as famílias para a inclusão no brincar, a fim de que todas as crianças possam brincar juntas?

PABLO:

O brincar é uma das bases mais importantes do desenvolvimento infantil. Ela envolve linguagem, interação social e regulação emocional e criatividade. No caso das crianças neurodivergentes, como aquelas com autismo ou TDAH, não se trata de não saber brincar, mas de brincar de formas diferentes. A inclusão, por exemplo, acontece quando essas diferenças são compreendidas e respeitadas. O papel do líder da Pastoral da Criança é orientar as famílias para validar o jeito de cada criança brincar, modelar as habilidades sociais de forma mediada, adaptar o ambiente e promover as atividades cooperativas. Também é essencial preparar as outras crianças para a diversidade, evitar forçar interações e trabalhar em parcerias com as famílias. A ideia central é sair de um modelo de normalização e caminhar para um modelo de adaptação, garantindo que todas as crianças possam participar e se desenvolver plenamente.

(TESTEMUNHO) Maria Cristina da Silva Castro, líder e coordenadora paroquial de Águas Lindas de Goiás, estado de Goiás.

Maria Cristina, por que é importante a criança brincar?

MARIA CRISTINA:

O pai e a mãe precisam tirar pelo menos 30 minutos para brincar com seus filhos, pois é brincando que a gente descobre o grau de dificuldade do desenvolvimento dos nossos filhos, como lidar, como ele está lidando com o brinquedo, com os coleguinhas, com os irmãos. E a gente consegue ver o desenvolvimento dessa criança para ver se ela não precisa de um acompanhamento especializado.

(TESTEMUNHO) Maria José Pereira de Melo, Líder da Pastoral da Criança de João Câmara, Rio Grande do Norte.

MARIA JOSÉ:

Todas as crianças têm direito de brincar, também aquelas que têm diferenças no funcionamento do cérebro. As brincadeiras favorecem o desenvolvimento infantil e promovem a inclusão e a empatia entre as crianças. Por isso, orientamos as famílias a brincarem com as crianças através de brincadeiras adaptadas. É importante identificar os interesses da criança, do que ela gosta de brincar e, a partir daí, criar jogos de interação.

Leia a entrevista na íntegra

1809 - 25/05/2026 - Dia Mundial do Brincar

 

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“Saúde e Bem-Estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

44º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Educação de Qualidade”.

Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

Dra. Zilda

“Vamos educar nossas crianças com amor, pois esse amor se converte em gestos de fraternidade para o Brasil e o mundo”.

Papa Leão XIV

"Vocês são testemunhas de como as crianças nos educam enquanto as educamos e de como devemos protegê-las de uma visão desumana da informação e da educação. Todos nós, especialmente hoje, na era digital e da inteligência artificial, precisamos de uma educação permanente.”

Desenvolvimento infantil Brincar
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Última Atualização: 29/06/2026
Créditos: Pixabay

No dia a dia, por conta da correria, é comum recorrer a um medicamento para aliviar dores musculares, de cabeça ou até desconfortos no estômago. Muitas vezes, aquela “mini farmácia” em casa parece suficiente para resolver o problema rapidamente. Em outras situações, a busca por indicações de familiares ou amigos também acaba influenciando na escolha do remédio.

Mas o uso de medicamentos sem orientação médica, inclusive aquele remédio que sobrou de um tratamento anterior pode ser mais perigoso do que muita gente imagina. E o alerta não vale apenas para crianças, mas também para a saúde dos adultos. Dados do Conselho Federal de Farmácia (CFF) apontam que mais de 77% da população brasileira admite tomar medicamentos sem orientação médica.

No conteúdo desta semana, a médica pediatra e líder da Pastoral da Criança em Londrina, Paraná, Ana Lea Clementino, explica o que é a automedicação, os principais riscos do uso sem orientação e como esse hábito pode afetar adultos e crianças.

Você pode acompanhar o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

Dra Ana Lea Clementino

Entrevista com Dra. Ana Lea Clementino, médica pediatra. A Dra. Ana Lea atua também como líder da Pastoral da Criança em Londrina, Paraná.

Por que a automedicação é ainda mais grave e perigosa com crianças?

DRA. ANA LEA:

Nas crianças, o risco é maior, porque o organismo ainda está em desenvolvimento. O fígado e os rins não funcionam como os dos adultos. Então, isso aumenta o risco de intoxicação. Além disso, a dose precisa ser calculada com base no peso dessa criança e os erros são muito mais comuns quando os pais medicam por conta própria as crianças do que nos adultos. Então, a Sociedade Brasileira de Pediatria alerta que até medicamentos comuns, como antitérmicos, podem causar danos se forem usados de forma inadequada. Criança não é um adulto pequeno, a gente tem que deixar isso bem claro, qualquer medicação deve ser orientada por um profissional.

Quais são os riscos da automedicação na gravidez e durante a amamentação?

DRA. ANA LEA:

Durante a gravidez e a amamentação, a automedicação pode afetar diretamente o bebê. Então, alguns medicamentos podem causar malformações, prejudicar o desenvolvimento do bebê ou passar para o leite materno. O bebê ingere essa medicação com o leite materno e, dependendo da medicação, sofre os efeitos colaterais. Muitas vezes, a mãe acha que um remédio comum é seguro, mas nem sempre é. A gente tem que estar alerta que nem toda medicação nessa fase pode ser ingerida pela mãe e ela deve ser sempre avaliada por um profissional antes de tomar qualquer medicamento. Então, cuidar da mãe é cuidar do bebê e isso inclui o uso seguro de medicamentos.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1812 - 15/06/2026 - Os riscos da automedicação

 

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Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Dra. Ana Lea, que cuidados devemos ter ao guardar remédios em casa?

DRA. ANA LEA:

Os medicamentos devem ser sempre guardados fora do alcance das crianças, de preferência em locais altos e trancados, fora da visão delas. A gente tem que evitar deixar remédios em bolsas, mesas ou gavetas acessíveis. Também é importante manter a embalagem original com identificação e nunca dizer à criança que remédio é balinha, porque isso aumenta o risco de ingestão acidental, porque você desperta a curiosidade e a vontade dessa criança. É preciso lembrar que as intoxicações por medicamentos estão entre os principais acidentes domésticos na infância.

O que é mais importante numa criança com febre? É necessário levá-la imediatamente ao pronto-socorro? Como a família deve agir?

DRA. ANA LEA:

Nem sempre. A febre é um mecanismo de defesa do corpo. O mais importante não é o número que está marcando no termômetro, mas como essa criança está se apresentando, se ela está ativa, se ela está hidratada, mamando ou brincando. Geralmente, essas crianças podem ser acompanhadas em casa nos primeiros dias de febre. Desde que elas estejam em bom estado geral. Você deve procurar atendimento se houver sinais de alerta, como, por exemplo: prostração (estado de cansaço excessivo e falta de disposição), dificuldade para respirar, vômitos que persistem ou febre em bebês menores de dois meses. Mas, tirando esses casos, na maioria das vezes é possível observar um pouco essa criança em casa, mesmo que ela esteja febril. A febre assusta, mas, na verdade, o comportamento da criança é que deve ser o principal guia.

 

(TESTEMUNHO) Irmã Marinalda Ferreira Augusto, Coordenadora Arquidiocesana da Pastoral da Criança de João Pessoa, estado da Paraíba.

Irmã Marinalda, que orientações vocês dão para as famílias sobre os perigos da automedicação, especialmente com as crianças?

IR. MARINALDA

A Pastoral da Criança, que busca sempre cuidar da vida, nos orienta que, dar remédio por conta própria para uma criança é um risco sério. Medicamentos sem prescrição médica podem causar intoxicações, reações alérgicas e até mesmo mascarar doenças. Lembre-se sempre, o remédio que você toma ou aquele que o filho da vizinha usa pode ser prejudicial para o seu filho. A regra é clara, remédio só com orientação médica. E atenção, mantenha sempre os medicamentos fora do alcance das crianças. Em caso de dúvidas, procure o serviço de saúde mais próximo e se informe. Pastoral da Criança, cuidando da vida com amor, responsabilidade e esperança.


Leia a entrevista na íntegra

1812 - 15/06/2026 - Os riscos da automedicação

 

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“Saúde e Bem-Estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

Dra. Zilda

“Que Deus abençoe a cada um que se dedica a garantir a qualidade de vida para todos”.

Papa Leão XIV

“Somente juntos podemos construir comunidades solidárias e capazes de cuidar de cada pessoa, nas quais o bem-estar e a paz se desenvolvam, para o benefício de todos. Cuidar da humanidade dos outros ajuda a viver a nossa própria”

Automedicação Consequências

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