Neste domingo, escutamos o Evangelho de Marcos que fala de um ensinamento muito importante que Jesus quis dar aos seus discípulos. E o ensinamento é este: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após a sua morte, ele ressuscitará”. É terrível ouvir isso, mas Ele estava ensinando aos discípulos sobre isso.
De esperança em esperança. Foi com esse lema que senadores e participantes lembraram o centenário de nascimento de dom Paulo Evaristo Arns, em sessão de homenagem no Senado, nesta segunda-feira (13). Eles destacaram a luta incansável do arcebispo de São Paulo pela redemocratização do país e sua dedicação aos mais vulneráveis como inspiração para se buscar um país mais unido e igualitário. Nascido em Forquilhinha, em Santa Catarina, o religioso, que faleceu em 2016, completaria 100 anos no dia 14 de setembro.

O Evangelho deste domingo, escrito por São Marcos, conta que Jesus fez a seguinte pergunta para os Apóstolos: “Quem dizem as pessoas que eu sou?” E cada um deles foi dizendo: “Olha, alguns dizem que você é João Batista! Outros dizem que você é um grande profeta! Que você é Elias!” E foram dizendo, mais ou menos como algumas pessoas falam hoje de Jesus: Que Jesus era um grande pensador! Que era uma pessoa que tinha ideias claras sobre a justiça! Que era um homem muito bom! E assim por diante.
E logo em seguida, Jesus fez uma pergunta bem direta para os Apóstolos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Aqui, todos ficaram em silêncio. Só um teve a coragem de responder: o apóstolo Pedro. E a sua resposta também foi direta: “Você é o Cristo, o Messias, o enviado de Deus.”
Neste domingo, o Evangelho escrito por São Marcos narra que Jesus estava num certo lugar da Galileia, quando lhe trouxeram um homem surdo, que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. E eu vou ler um trechinho aqui, porque é muito bonito: “Jesus afastou-se com o homem, para fora da multidão; em seguida, colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua dele. Olhando para o céu, suspirou e disse: “Efatá”, que quer dizer: “Abre-te!” Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade.”
Às vezes, a surdez não é física, mas é do coração. Somos surdos quando não ouvimos os bons conselhos que muitas pessoas nos dão; somos surdos para ouvir o que nossos familiares e verdadeiros amigos querem nos dizer. Somos surdos quando tratamos mal as pessoas. Quando não ouvimos os apelos de Deus e nos omitimos.