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Programa da Pastoral da Criança ganha novo horário na TV Evangelizar

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Última Atualização: 09/06/2026

O programa Pastoral da Criança em Ação, exibido pela TV Evangelizar, está em novo horário. A partir de agora, os episódios inéditos vão ao ar todos os sábados, às 14h30, levando ao público conteúdos sobre infância, família, saúde, cidadania e evangelização.

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Os riscos da automedicação, saiba as consequências

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Última Atualização: 09/06/2026
1797 dia da mulher e a busca pela equidade entrevistaCréditos: Pixabay

No dia a dia, por conta da correria, é comum recorrer a um medicamento para aliviar dores da rotina, como dores musculares, de cabeça ou até desconfortos no estômago. Muitas vezes, aquela “mini farmácia” em casa parece suficiente para resolver o problema rapidamente. Em outras situações, a busca por indicações de familiares ou amigos também acaba influenciando na escolha do remédio.

Mas o uso de medicamentos sem orientação médica, inclusive aquele remédio que sobrou de um tratamento anterior pode ser mais perigoso do que muita gente imagina. E o alerta não vale apenas para crianças, mas também para a saúde dos adultos.

Dados do Conselho Federal de Farmácia (CFF) apontam que mais de 77% da população brasileira admite tomar medicamentos sem orientação médica. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a automedicação só é aceitável quando ligada ao autocuidado responsável, ou seja, ao cuidado que a pessoa tem com a própria saúde de maneira consciente e segura, adotando hábitos saudáveis e seguindo orientações adequadas e, não à autoprescrição, que ocorre quando a própria pessoa decide qual medicamento usar sem orientação de um profissional de saúde.A asma infantil é uma doença respiratória crônica causada pela inflamação das vias aéreas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 339 milhões de pessoas convivem com a condição no mundo. No Brasil, a doença é considerada uma das mais comuns na infância.

No conteúdo desta semana, a médica pediatra e líder da Pastoral da Criança em Londrina, Paraná, Ana Lea Clementino, explica o que é a automedicação, os principais riscos do uso sem orientação e como esse hábito pode afetar adultos e crianças.

Você pode acompanhar o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

1797 dia da mulher e a busca pela equidade entrevistadoDRA. ANA LEA

Entrevista com Dra. Ana Lea Clementino, médica pediatra. Ela atua também como líder da Pastoral da Criança em Londrina, Paraná.

Por que a automedicação é ainda mais grave e perigosa com crianças?

DRA. ANA LEA:

Nas crianças, o risco é maior, porque o organismo ainda está em desenvolvimento. O fígado e os rins não funcionam como os dos adultos. Então, isso aumenta o risco de intoxicação. Além disso, a dose precisa ser calculada com base no peso dessa criança e os erros são muito mais comuns quando os pais medicam por conta própria as crianças do que nos adultos. Então, a Sociedade Brasileira de Pediatria alerta que até medicamentos comuns, como antitérmicos, podem causar danos se forem usados de forma inadequada. Criança não é um adulto pequeno, a gente tem que deixar isso bem claro, qualquer medicação deve ser orientada por um profissional.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1812 - 15/06/2026 - Os riscos da automedicação

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Quais são os riscos da automedicação na gravidez e durante a amamentação?

DRA. ANA LEA:

Durante a gravidez e a amamentação, a automedicação pode afetar diretamente o bebê. Então, alguns medicamentos podem causar malformações, prejudicar o desenvolvimento do bebê ou passar para o leite materno. O bebê ingere essa medicação com o leite materno e, dependendo da medicação, sofre os efeitos colaterais. Muitas vezes, a mãe acha que um remédio comum é seguro, mas nem sempre é. A gente tem que estar alerta que nem toda medicação nessa fase pode ser ingerida pela mãe e ela deve ser sempre avaliada por um profissional antes de tomar qualquer medicamento. Então, cuidar da mãe é cuidar do bebê e isso inclui o uso seguro de medicamentos.

Dra. Ana Lea, que cuidados devemos ter ao guardar remédios em casa?

DRA. ANA LEA:

Os medicamentos devem ser sempre guardados fora do alcance das crianças, de preferência em locais altos e trancados, fora da visão delas. A gente tem que evitar deixar remédios em bolsas, mesas ou gavetas acessíveis. Também é importante manter a embalagem original com identificação e nunca dizer à criança que remédio é balinha, porque isso aumenta o risco de ingestão acidental, porque você desperta a curiosidade e a vontade dessa criança. É preciso lembrar que as intoxicações por medicamentos estão entre os principais acidentes domésticos na infância.

O que é mais importante numa criança com febre? É necessário levá-la imediatamente ao pronto-socorro? Como a família deve agir?

DRA. ANA LEA:

Nem sempre. A febre é um mecanismo de defesa do corpo. O mais importante não é o número que está marcando no termômetro, mas como essa criança está se apresentando, se ela está ativa, se ela está hidratada, mamando ou brincando. Geralmente, essas crianças podem ser acompanhadas em casa nos primeiros dias de febre. Desde que elas estejam em bom estado geral. Você deve procurar atendimento se houver sinais de alerta, como, por exemplo: prostração (estado de cansaço excessivo e falta de disposição), dificuldade para respirar, vômitos que persistem ou febre em bebês menores de dois meses. Mas, tirando esses casos, na maioria das vezes é possível observar um pouco essa criança em casa, mesmo que ela esteja febril. A febre assusta, mas, na verdade, o comportamento da criança é que deve ser o principal guia.

(TESTEMUNHO) Marinalda Ferreira Augusto, Coordenadora Arquidiocesana da Pastoral da Criança de João Pessoa, estado da Paraíba.

Irmã Marinalda, que orientações vocês dão para as famílias sobre os perigos da automedicação, especialmente com as crianças?

IR. MARINALDA:

A Pastoral da Criança, que busca sempre cuidar da vida, nos orienta que, dar remédio por conta própria para uma criança é um risco sério. Medicamentos sem prescrição médica podem causar intoxicações, reações alérgicas e até mesmo mascarar doenças. Lembre-se sempre, o remédio que você toma ou aquele que o filho da vizinha usa pode ser prejudicial para o seu filho. A regra é clara, remédio só com orientação médica. E atenção, mantenha sempre os medicamentos fora do alcance das crianças. Em caso de dúvidas, procure o serviço de saúde mais próximo e se informe. Pastoral da Criança, cuidando da vida com amor, responsabilidade e esperança.

Leia a entrevista na íntegra

1812 - 15/06/2026 - Os riscos da automedicação

 

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Saúde e Bem-Estar

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

Dra. Zilda

“Que Deus abençoe a cada um que se dedica a garantir a qualidade de vida para todos”.

Papa Leão XIV

“Somente juntos podemos construir comunidades solidárias e capazes de cuidar de cada pessoa, nas quais o bem-estar e a paz se desenvolvam, para o benefício de todos. Cuidar da humanidade dos outros ajuda a viver a nossa própria”

Automedicação Cuidados

Trabalho infantil: por que ele prejudica o desenvolvimento das crianças

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Última Atualização: 01/06/2026
1797 dia da mulher e a busca pela equidade entrevistaCrédito: Portal Gov

O combate ao trabalho infantil ainda é um tema muito presente na sociedade devido às situações irregulares que vemos no dia a dia e nas notícias sobre crianças e adolescentes vivendo em condições precárias. Muitas vezes, o trabalho acaba sendo visto como uma forma de ajudar no sustento da família diante da falta de apoio e das dificuldades financeiras.

No Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019, cerca de 1,8 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil. Desses, 78% tinham entre 14 e 17 anos.

No conteúdo desta semana do Programa Viva a Vida, Milena Alves, do Centro Marista de Defesa da Infância, fala sobre os principais pontos do trabalho infantil, destacando a diferença entre ajudar nas tarefas domésticas e o trabalho irregular. Ela também aborda discursos antigos, como “trabalho não mata”, ou “eu trabalhei desde cedo e o trabalho nunca me fez mal", reforçando que a infância precisa ser preservada e protegida pelas leis.

Você pode acompanhar o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

1797 dia da mulher e a busca pela equidade entrevistadoMilena Alves

Entrevista com Milena Alves, Analista de Comunicação do Centro Marista de Defesa da Infância, em Curitiba, Paraná.

Milena, o que é trabalho infantil e como ele se diferencia das tarefas domésticas realizadas por crianças e adolescentes?

MILENA:

A legislação brasileira, pela Constituição Federal, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, pela Lei do Aprendiz e leis correlacionadas, estabelece que o trabalho infantil é aquele trabalho realizado por crianças e adolescentes abaixo da idade permitida ou que, mesmo dentro da idade permitida, traga prejuízo ao desenvolvimento físico, psicológico, moral, social e ao direito à educação desse adolescente. De 0 a 13 anos, é proibida qualquer forma de trabalho. A partir dos 14 anos, entre os 14 e 16, o trabalho continua sendo proibido, mas o adolescente ou a adolescente que quiser entrar no mercado de trabalho pode fazer isso na condição de jovem aprendiz. E entre 16 e 18 anos, tem uma permissão, mas ela é restrita. Os trabalhos exercidos não podem ser noturnos, entre 10 da noite e 5 da manhã, ou atividades consideradas perigosas, insalubres ou que estão dentro da lista de piores formas de trabalho infantil. Para além das idades, a Organização Internacional do Trabalho tem uma definição de trabalho infantil que é complementar. O trabalho infantil é aquele que é perigoso para a saúde ou para o desenvolvimento da criança e do adolescente, que exige muitas horas do dia ou que é realizado por crianças muito pequenas. E isso nos ajuda a diferenciar o trabalho infantil da colaboração familiar, que é aquela participação ocasional da criança e do adolescente em atividades domésticas.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1811 - 08/06/2026 - Combate ao trabalho Infantil

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

Por que o trabalho infantil é prejudicial ao desenvolvimento físico, psicológico e educacional das crianças?

MILENA:

Quando a gente fala de desenvolvimento físico, tem um prejuízo porque o organismo, o corpo da criança, do adolescente, está em fase de desenvolvimento e não está preparado para as mesmas situações que são enfrentadas por adultos no trabalho. Além disso, tem risco à integridade física, porque, em muitos casos, a gente está falando de trabalhos em condições insalubres, com ambientes perigosos, com substâncias perigosas e com riscos de acidentes. A gente também considera prejuízo à saúde mental, porque a criança ou o adolescente pode estar exposto a abuso físico, a abuso psicológico que pode resultar em problemas como ansiedade, como depressão. E, além disso, está privando a criança do seu direito ao lazer, ao seu direito ao descanso, ao seu direito ao brincar, que são aspectos importantes de um desenvolvimento pleno dessa criança. E pode, inclusive, afastar a criança da escola e levar ao abandono escolar.

Milena, como identificar situações de trabalho infantil no dia a dia ou na comunidade? E o que fazer diante disso?

MILENA:

Bom, quando a gente olha para os dados, a gente tem um cenário, um panorama da situação do trabalho infantil no Brasil, que aponta 1.6 milhão de crianças e adolescentes em situações de trabalho infantil, 586 mil crianças e adolescentes exercendo atividades que estão na lista de piores formas de trabalho infantil, e a gente consegue ir visualizando um perfil. 63%, quase 64% são meninos e 36% são meninas. E quando a gente se depara com uma situação de trabalho infantil no nosso dia a dia, o ideal é que a gente denuncie. Tem alguns canais possíveis para isso. Um deles é o Disque 100. Pode ser por telefone, por WhatsApp, por e-mail, pelo site. O Unicef também tem um aplicativo, o Proteja Brasil. Tem também um canal chamado Sistema Ipê Trabalho Infantil, que é específico de combate ao trabalho infantil. Também é possível procurar o Ministério Público do Trabalho ou procurar também o Conselho Tutelar da sua cidade, da sua região, ou delegacias específicas de proteção à criança e adolescente. E para quem quiser conhecer um pouco mais sobre o tema, eu convido a conhecer o informe temático, produzido pelo Centro de Marista de Defesa da Infância, e que está disponível no site cadeparana.org.br.

(TESTEMUNHO) Piri Santana, Líder e Coordenador da Pastoral da Criança da Diocese de Bragança, estado do Pará.

Piri, como a Pastoral da Criança, através dos seus líderes, orienta sobre o combate ao trabalho infantil nas comunidades?

PIRI SANTANA:

Nossas lideranças atuam no combate ao trabalho infantil através das ações que desenvolvem na comunidade e nas famílias no dia a dia. Quando realizam as visitas e falam sobre a importância do cuidado, do carinho e do amor. Quando falamos sobre os indicadores de oportunidade e conquista, que fala da importância da criança brincar por necessidade e não por obrigação. Também quando as nossas lideranças realizam as celebrações da vida, os líderes fazem palestras sobre o tema. E também os nossos líderes colaboram com campanhas, como a campanha do 18 de maio, que é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Então, nossos líderes, no dia a dia, através das simples ações que fazem com muito amor e muita alegria, conseguem ajudar e conscientizar muitas famílias sobre isso.

Leia a entrevista na íntegra

1811 - 08/06/2026 - Combate ao trabalho Infantil

 

11º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Erradicação da pobreza”

Erradicar a pobreza em todas as formas e em todos os lugares

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“Saúde e Bem-Estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

44º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Educação de qualidade”.

Garantir o acesso à educação inclusiva, de qualidade e equitativa, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos

Dra. Zilda

“As crianças são prioridade absoluta, como garante o Estatuto da Criança e do Adolescente, e merecem carinho, atenção e respeito”.

Papa Leão XIV

“O século que gera inteligência artificial e planeia existências multiplanetárias ainda não ultrapassou a chaga da infância humilhada, explorada e mortalmente ferida”

Desenvolvimento infantil Criança

Asma e bronquite: Como diferenciar e as principais causas na infância

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Última Atualização: 25/05/2026
1797 dia da mulher e a busca pela equidade entrevistaCréditos: shutterstock

A infância é uma fase que exige atenção constante com a saúde. Desde o nascimento até os primeiros passos, os cuidados são fundamentais, principalmente quando o assunto é imunidade e doenças respiratórias, como asma e bronquite.

Muitas dúvidas surgem entre os responsáveis: qual delas é uma doença alérgica? Qual afeta mais as crianças? O ambiente interfere? E qual é o tratamento mais indicado?

Apesar dos sintomas parecidos, asma e bronquite são doenças diferentes. Por isso, o diagnóstico correto é essencial para garantir o tratamento adequado.

A asma infantil é uma doença respiratória crônica causada pela inflamação das vias aéreas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 339 milhões de pessoas convivem com a condição no mundo. No Brasil, a doença é considerada uma das mais comuns na infância.

No conteúdo desta semana, a Ana Lea Clementino, médica pediatra e líder da Pastoral da Criança em Londrina, Paraná, explica as diferenças entre as doenças, os principais sintomas, causas e tratamentos, além da importância da informação e do acompanhamento médico adequado.

Você pode acompanhar o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

1797 dia da mulher e a busca pela equidade entrevistadoDRA. ANA LEA

Entrevista com Dra. Ana Lea Clementino, médica pediatra. Ela atua também como líder da Pastoral da Criança em Londrina, Paraná.

Dra. Ana Lea, o que é uma doença respiratória alérgica? E quais são as principais?

DRA. ANA LEA:

Bom, uma doença respiratória alérgica é uma doença inflamatória das vias aéreas, em geral, mediada por respostas imunológicas exageradas do indivíduo. Então, ao contrário do que muita gente pensa, não é falta de imunidade, às vezes é um sistema imunológico que trabalha em excesso para responder alguns agentes do ambiente, como vírus, poeira, fumaça. As principais, as mais conhecidas, são a rinite alérgica, que se manifesta no nariz, com coceira, prurido, coriza, e a asma, que pode se manifestar com tosse persistente, falta de ar, chiado no peito.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1810 - 01/06/2026 - Asma e Bronquite

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

O que é a asma?

DRA. ANA LEA:

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que têm períodos de melhora e piora conforme o clima, conforme os agentes ambientais, como presença de poeira, vírus, maior circulação de vírus, fumaça. Existe um fator genético envolvido, mas não é obrigatório. A asma pode gerar falta de ar, chiado no peito, tosse persistente, aperto no peito, quadros de tosse que nunca melhoram, crianças que quando ficam doentes demoram para sarar. Essas crianças a gente tem que suspeitar que podem ter asma.

Quais são os sintomas da asma?

DRA. ANA LEA:

Os principais sintomas da asma são tosse persistente, falta de ar, aperto no peito, chiado no peito. Por exemplo, uma criança que tem uma tosse que nunca melhora. Às vezes já usou antibiótico várias vezes, mas continua tossindo. Em períodos como inverno e primavera, ela piora desse quadro. Ela piora durante a noite e pela manhã e após atividade física. Aí você precisa suspeitar que ela pode ter asma.

Existe tratamento para a asma? E no SUS?

DRA. ANA LEA:

Essa é uma pergunta muito importante porque existe tratamento para asma e o SUS disponibiliza esse tratamento gratuitamente. Então, hoje, no Brasil, nós temos uma incidência de asma da ordem de 20% das crianças brasileiras, sendo que nas áreas vulneráveis quase 50% apresentam sintomas de asma sem diagnóstico. E nós temos o tratamento no Sistema Único de Saúde gratuitamente. Por isso, é muito importante que as famílias estejam bem orientadas com relação a isso e que os líderes da Pastoral da Criança também saibam que esses sintomas podem ser devido à asma e que o tratamento está disponível na rede pública para encaminharem as suas famílias para fazer um tratamento adequado.

Quais são os danos de uma asma não tratada na infância?

DRA. ANA LEA:

A asma não tratada na infância pode levar a algo que a gente chama de remodelamento brônquico, que é uma reconfiguração do sistema respiratório. É como se o sistema respiratório formasse várias cicatrizes que não vão melhorar ao longo do tempo. O indivíduo pode ter perda de função pulmonar ao longo da vida por não tratar a asma na infância. Então, é preciso lembrar que a asma não é simplesmente uma doença, uma doença comum, ela é uma doença social, porque quanto mais carente a família, quanto mais carente essa criança, maior o risco dela não fazer o tratamento adequadamente e sofrer com as consequências futuras de uma asma não tratada. É preciso lembrar que o líder da Pastoral da Criança tem uma função e uma atuação muito importante dentro das famílias orientando a necessidade de se tratar e encaminhar essas famílias para fazer o tratamento quando houver a suspeita. Uma criança que tosse permanentemente ou constantemente e vive doente, é necessário que a gente suspeite e encaminhe para tratamento e diagnóstico.

(TESTEMUNHO) Maria Regina Braga Magalhães, líder da Pastoral da Criança de Nova Andradina, Diocese de Naviraí, Mato Grosso do Sul.

Maria Regina, quais são as orientações que vocês dão para as famílias sobre a prevenção das infecções respiratórias?

MARIA REGINA:

A nossa orientação às famílias é para que cuidem da higiene, lavando sempre as mãos com água e sabão, especialmente antes de comer, após tossir ou espirrar. Nós precisamos também manter a nossa casa sempre limpa e bem ventilada. Mesmo o tempo de frio, evitando assim o acúmulo de poeira nos tapetes, nas cortinas, nos bichinhos de pelúcia, manter o calendário vacinal sempre atualizado contra a gripe e outros, não fumar e evitar ambientes com fumaça, poluição, odores fortes e dar bastante água ou suco natural para as crianças.

Leia a entrevista na íntegra

1810 - 01/06/2026 - Asma e Bronquite

 

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Saúde e Bem-Estar

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

1616º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

Paz, justiça e instituições eficazes

Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis

Dra. Zilda

“Os primeiros anos de vida são os principais para que a criança adquira valores culturais e se transforme em semente de paz”.

Papa Leão XIV

A saúde não pode ser um luxo para poucos, mas sim uma condição essencial para a paz social. A cobertura universal de saúde não é apenas um objetivo técnico a ser alcançado; é, antes de tudo, um imperativo moral para as sociedades que desejam se definir justas. O acesso à saúde e à proteção deve ser garantido aos mais vulneráveis, pois isso é necessário para a sua dignidade e também para evitar que a injustiça se torne semente de conflito.”

Infância Asma

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