Duas mudanças importantes passam a fazer parte da vacinação infantil em 2026. A vacina Pneumo 20 começou a ser oferecida na rede pública em julho. A partir de 3 de agosto, crianças de 4 anos também deverão receber uma segunda dose de reforço da vacina injetável contra a poliomielite.

As novidades reforçam a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. Como a disponibilidade das vacinas e as orientações durante o período de transição podem variar, as famílias devem levar a caderneta à unidade de saúde mais próxima. A equipe poderá verificar quais doses a criança já recebeu e orientar sobre a atualização da vacinação.

O que muda com a Pneumo 20?

Vacina Pneumo 20 disponibilizada para vacinação
Vacina Pneumo 20 começa a ser aplicada no SUS. Foto: Levy Ferreira/SECOM

A vacina Pneumo 20 protege contra 20 tipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças graves, como pneumonia, meningite e infecções no sangue. Ela está sendo introduzida gradualmente na vacinação infantil e substituirá, aos poucos, a Pneumo 10.

Durante esse período de transição, tanto a Pneumo 10 quanto a Pneumo 20 poderão ser utilizadas, conforme a disponibilidade e a orientação da equipe de saúde. Por isso, é importante levar a caderneta da criança à unidade de saúde, principalmente quando ela já recebeu alguma dose de outra vacina pneumocócica.

Além das crianças menores de 5 anos, a Pneumo 20 também pode ser indicada para alguns grupos especiais. A avaliação deve ser feita pela equipe da unidade de saúde.

A Pastoral da Criança atua junto às famílias para incentivar a vacinação e acompanhar se a caderneta das crianças está em dia. Durante as visitas domiciliares, os líderes orientam os responsáveis a procurar a unidade de saúde sempre que identificam dúvidas ou doses atrasadas.

De acordo com a enfermeira da Pastoral da Criança Deise Ramos, o líder pode ajudar as famílias a compreender a chegada da Pneumo 20 à rede pública.

“O líder da Pastoral da Criança é o incentivador da família. No caso da vacina Pneumo 20, se a família tiver dúvidas, o líder pode informar que não é uma vacina nova. Ela já existia na rede particular, acessível a poucas pessoas, a um custo de cerca de 500 reais, e agora está disponível de graça para a população”, explica.

O que muda na vacinação contra a poliomielite?

Criança recebendo vacina injetável contra a poliomielite
Vacina contra a pólio passa a ter segunda dose de reforço para crianças com 4 anos. Foto: Secretaria de Saúde de Niterói

A partir de 3 de agosto de 2026, a vacina injetável contra a poliomielite passará a ter uma segunda dose de reforço para crianças de 4 anos. Com a mudança, a vacinação contra a doença passa a contar novamente com dois reforços durante a infância.

A poliomielite é uma doença que pode causar paralisia permanente. Mesmo sem casos registrados no Brasil há muitos anos, a vacinação continua sendo fundamental para evitar que o vírus volte a circular.

“Quando a gente recebe uma vacina, o organismo entende que precisa se proteger. Em alguns casos, é necessário fazer esse estímulo novamente, por isso a necessidade de uma dose de reforço”, explica Deise.

As famílias de crianças próximas dos 4 anos ou que estejam com alguma dose atrasada devem procurar a unidade de saúde. A equipe poderá verificar a caderneta e orientar se há necessidade de receber o novo reforço ou atualizar outras vacinas.

Como a Pastoral da Criança incentiva a vacinação?

Líder da Pastoral da Criança observando a caderneta de vacinação durante visita domiciliar
Líder da Pastoral da Criança observa caderneta de vacinação durante visita domiciliar em Curitiba, Paraná. Foto: Comunicação/Pastoral da Criança

Nas comunidades acompanhadas, os líderes da Pastoral da Criança observam a caderneta de vacinação durante as visitas domiciliares, perguntam se as vacinas estão em dia e orientam as famílias a procurar a unidade de saúde quando há doses atrasadas ou dúvidas.

O esquema completo de vacinação infantil e outras orientações estão disponíveis no Guia do Líder da Pastoral da Criança.