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Aprender a Viver Juntos

Seção 4

74

Narração de histórias

Objetivo:

 Desenvolver a capacidade de escutar e de nos conectarmos uns com os outros entrando 

juntos no mundo dos contos.

Resultado:

  Os  participantes  experimentam  a  sensação  de  abrir-se  ao  mundo  da  imaginação  e 

cultivam sua capacidade de escutar. Aprendem a valorizar o patrimônio cultural que é transmitido 

através dos contos.

Material:

  Escolha  histórias  adequadas  na  seção  Recursos/Histórias,  página  123.  Você  também  pode 

escolher contos populares de sua cultura ou de tradições religiosas. Crie uma atmosfera relaxante e cálida.

As diretrizes a seguir foram adaptadas do livro Handbook for Story Tellers.

1

Atividade

Crie um ambiente adequado para contar histórias. Pode ser em volta de uma fogueira, em um parque 

onde  os  ouvintes  estejam  em  contato  com  a  natureza  ou  em  um  lugar  tranquilo.  Você  pode  usar 

velas, incenso, instrumentos musicais como violão ou bongôs ou colocar uma música tranquila para 

iniciar a narração.

Às vezes é necessária uma breve introdução ou alguma informação esclarecedora para que os ouvintes 

possam compreender o conto. Indique sempre a procedência da história: se provém de outro narrador 

de histórias, de um livro, etc.

Talvez seja útil definir uma frase padrão para iniciar ou terminar a história. Por exemplo, segundo o 

costume  nas  Índias  Ocidentais,  para  apresentar  o  conto,  o  narrador  diz:  “cric”,  e  os  ouvintes 

respondem: “crac” (que significa “queremos escutar sua história”).

Para  finalizar  pode-se  usar  algo  como:  “entrou  pelo  bico  do  pato,  saiu  pelo  bico  do  pinto,  quem 

quiser que conte cinco”. E assim termina o conto.

O  conto  também  pode  ser  iniciado  com  a  frase  mágica:  “Era  uma  vez...”.  Em  árabe  se  começa  a 

contar uma história dizendo: “ken ye me ken “ (foi e não foi), e assim todo mundo sabe que chegou o 

momento  de  ouvir  um  conto.  No  Irã,  quando  algumas  pessoas  vão  contar  um  conto,  começam 

dizendo: “yeki bud, yeki nabud ” (houve uma vez e não houve).

Mantenha o contato visual com seus ouvintes. Fique atento a uma possível inquietude das crianças. 

Se o conto não vai bem, talvez você tenha escolhido uma história que não seja apropriado para esse 

grupo. Quando isso acontecer, tente encurtar a narrativa e terminá-la o quanto antes. Você também 

pode parar a narração onde achar conveniente e sugerir que as crianças descubram como a história 

termina lendo o livro.

Se as crianças desconhecerem determinadas palavras ou perguntarem o que significa uma palavra, 

tente incorporar uma breve definição no conto. Se todo o grupo começar a mostrar-se inquieto, não 

fique  bravo  com  eles;  não  permita  que  a  situação  termine  em  uma  experiência  desagradável  para 

todos. Analise o problema. Talvez o conto que escolheu não seja adequado para os ouvintes ou seja 

longo  demais.  Pode  haver  também  fatores  externos  que  estejam  interferindo  com  a  capacidade  de 

concentração das crianças.

Com  os  menorzinhos  pode  ser  divertido  usar  um  avental  para  contar  a  história.  Um  avental  de 

carpinteiro que tenha bolsos pode servir. Guarde em cada bolso um objeto que represente um conto; 

por exemplo, uma pedra para a história da sopa de pedras. Peça a uma das crianças que escolha um 

bolso e conte o conto correspondente. Você também pode usar alguns acessórios simples, mas não 

permita que distraiam a atenção da narração.

Peça aos participantes que escrevam sobre essa atividade em seus 
Cadernos de Aprendizagem

Inez Ramsey, Professora Emérita da Universidade James Madison. http://falcon.jmu.edu/~ramseyil/storyhandbook.htm (em inglês)