
A gestação é um período especial na vida de uma mulher. É também um momento que exige atenção, cuidado e informação. Iniciar o pré-natal o quanto antes é fundamental. É no acompanhamento realizado pelos serviços de saúde que a gestante faz exames, recebe orientações e consegue identificar precocemente possíveis problemas.
A forma como a criança é cuidada nos primeiros mil dias (que incluem a gestação e os primeiros dois anos após o nascimento) influencia toda a sua vida, da infância até a fase adulta. Por isso, garantir informação e apoio à gestante desde o início é essencial.
Além do acompanhamento no serviço de saúde, existem ações que complementam esse cuidado. São iniciativas que ajudam não apenas na saúde, mas também no fortalecimento emocional e na construção de uma rede de apoio.
Uma dessas formas de acompanhamento é o trabalho realizado pela Pastoral da Criança nas comunidades. A gestante tem a oportunidade de receber orientações sobre sua saúde, esclarecer dúvidas, aprender mais sobre os cuidados com o bebê e se sentir mais segura ao longo da gravidez.
Para quem deseja esse acompanhamento, basta procurar pela Pastoral da Criança na Igreja Católica mais próxima de sua casa. Em algumas localidades, os líderes voluntários fazem uma busca ativa pelas gestantes: o Mutirão em Busca das Gestantes. Todo o acompanhamento realizado pela Pastoral da Criança é gratuito.
Para conhecer mais, confira a entrevista a seguir com lideranças da Pastoral da Criança, que compartilham orientações e experiências sobre o cuidado com as gestantes nas comunidades.
Elzira Inês RivaEntrevista com Elzira Inês Riva, líder da Pastoral da Criança e coordenadora da Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Xingú, São José dos Pinhais, Paraná.
Elzira, por que é necessário que a gestante inicie o Pré-natal o quanto antes?
ELZIRA:
A principal diferença entre igualdade e equidade é que a igualdade parte do pressuposto de que todo mundo precisa ser tratado da mesma forma, como se todas as pessoas tivessem as mesmas condições de vida e de acesso. Mas a realidade mostra que as mulheres, especialmente em sociedades marcadas por desigualdades históricas, como é o caso do Brasil, não partem do mesmo ponto.
A equidade fala de reconhecer essas diferenças e garantir que cada pessoa possa alcançar, de forma real, as oportunidades. Então, essa luta não é simplesmente para igualar, mas é uma luta permanente para corrigir desigualdades produzidas ao longo dos séculos.
Programa de rádio Viva a Vida – 1797 - 02/03/2026 - Dia da mulher e a busca pela equidade
Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra
Elzira, por que as gestantes devem acolher os líderes da Pastoral da Criança que vão visitá-las? Quais são os benefícios para as gestantes ao participar da Pastoral da Criança?
ELZIRA:
As gestantes só têm a ganhar ao abrir suas casas para a Pastoral da Criança. Elas recebem orientações sobre cuidados com a saúde física, emocional e psicológica, tanto delas quanto do bebê e da família.
Também podem esclarecer dúvidas sobre a gestação, adquirir mais conhecimento e viver esse momento com mais segurança e tranquilidade.
Elzira, o que a gestante deve fazer para participar da Pastoral da Criança? Onde ela pode encontrar a Pastoral?
ELZIRA:
As gestantes podem encontrar a Pastoral da Criança nas igrejas, associações de bairro e unidades básicas de saúde, onde há cartazes com telefone para contato.
Também é possível identificar os líderes pelas camisetas e crachás, além de buscar informações com vizinhos e conhecidos que já participam.
Outra forma é pelas redes sociais da Pastoral da Criança, onde é possível localizar os líderes mais próximos para iniciar o acompanhamento.
(TESTEMUNHO) Josimara Brito de Carvalho, líder e coordenadora da Pastoral da Criança da Prelazia de Lábrea, Amazonas.
Josimara, como os líderes da Pastoral da Criança organizam e realizam o Mutirão em busca das gestantes na comunidade?
JOSIMARA:
Nós nos reunimos na reflexão e avaliação e definimos um dia para o mutirão. A nossa comunidade é ribeirinha e indígena, e o acesso à saúde é bastante limitado.
As líderes percorrem as casas, conversando com as famílias, para identificar mulheres grávidas que ainda não estão sendo acompanhadas. Esse trabalho é realizado com muito carinho.
Também contamos com líderes que são agentes de saúde, o que facilita essa busca, tanto pelo acesso às informações quanto pela missão vivida à luz do Evangelho.
Sabemos que cuidar da gestante é cuidar do futuro da comunidade.
Leia a entrevista na íntegra
1805 - 27/04/2026 - Mutirão em busca das gestantes
3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
“Saúde e Bem-Estar”
Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades
17º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável
“Parcerias e meios de implementaçãol”
Reforçar os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável
Dra. Zilda
“Leve à gestante a Palavra de Deus, a certeza de que Deus a ama e de que a vida que ela carrega em seu ventre é abençoada, é graça, dom de Deus”.
Papa Leão XIV
“Não podemos construir uma sociedade justa se descartamos os mais frágeis — seja a criança no ventre ou o idoso em sua fragilidade.”
