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Missão - Artigos

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Última Atualização: 20/08/2026
Crédito: pexels

Colorido, discreto, com aparência moderna e sabores adocicados: à primeira vista, o cigarro eletrônico pode parecer inofensivo. É justamente essa imagem que tem aproximado adolescentes e jovens dos chamados vapes.

Os dados acendem um alerta. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, 29,6% dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos já haviam experimentado cigarro eletrônico. Em 2019, eram 16,8%. Isso significa que, hoje, quase três em cada dez adolescentes pesquisados já tiveram contato com esses dispositivos.

Vape não é apenas vapor de água

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o aerossol produzido pelo cigarro eletrônico não é apenas vapor de água. Ele pode conter nicotina, metais pesados, partículas ultrafinas e outras substâncias tóxicas capazes de prejudicar o organismo.

A nicotina causa dependência e é especialmente prejudicial para crianças, adolescentes e jovens, cujo cérebro ainda está em desenvolvimento. Mesmo sem produzir a mesma fumaça do cigarro convencional, o vape não é inofensivo e também pode expor outras pessoas às substâncias liberadas no ambiente.

No Brasil, a Resolução RDC nº 855/2024 da Anvisa mantém proibidas a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição e a propaganda dos dispositivos eletrônicos para fumar.

Informação também é uma forma de proteção

A aparência, os sabores e a facilidade de esconder o dispositivo podem dificultar a percepção do risco dentro das famílias. Por isso, conversar sobre o assunto com clareza, sem ameaças ou julgamentos, é uma forma importante de prevenção

Para a Pastoral da Criança, cuidar da vida também significa ajudar as famílias a reconhecer riscos e tomar decisões mais seguras. Ao abrir espaço para esse debate, a instituição reforça a importância da informação e do diálogo na proteção de crianças e adolescentes.

Neste conteúdo, a médica pediatra da Pastoral da Criança, Dra. Ana Lea Clementino, explica por que o cigarro eletrônico causa dependência, quais danos pode provocar, se ele realmente ajuda a parar de fumar e quais são os riscos para os não fumantes e para o meio ambiente

Você pode ler o conteúdo completo abaixo ou ouvir a entrevista no player de áudio desta página.

Neste conteúdo você encontrará:

  • O que são os cigarros eletrônicos ou vapes?

  • O que é a nicotina e como ela age no organismo?

  • Por que os cigarros eletrônicos não são liberados no Brasil?

  • O cigarro eletrônico também vicia, causa dependência?

  • Os cigarros eletrônicos fazem menos mal do que os cigarros convencionais?

  • O que o cigarro eletrônico causa no pulmão?

  • Ele ajuda mesmo a pessoa que já fuma a parar de fumar o cigarro convencional?

  • O cigarro eletrônico é perigoso para os não fumantes?

  • Que riscos esses cigarros eletrônicos trazem para o meio ambiente?

Dra. Ana Lea Clementino

Entrevista com Doutora Ana Lea Clementino, médica pediatra. Ela atua também como líder da Pastoral da Criança em Londrina, Paraná.

Dra. Ana Lea, para começar, o que são os cigarros eletrônicos ou vapes?

Os cigarros eletrônicos, que também são conhecidos como vapes, são aparelhos movidos por bateria que aquecem um líquido e produzem um aerossol que é inalado pelo usuário. Esse líquido geralmente tem nicotina, aromatizantes e diversas outras substâncias químicas. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é somente vapor de água. O aerossol contém partículas muito finas, metais pesados e compostos tóxicos que podem sim causar danos ao organismo. Muitos modelos ainda permitem altas concentrações de nicotina, favorecendo mais ainda a dependência. Além disso, os sabores e a aparência moderna acabam atraindo principalmente adolescentes e jovens. Por isso, os especialistas alertam que esses produtos representam sim um importante problema de saúde pública e não devem ser considerados uma alternativa segura ao cigarro comum.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida – 1822 - 24/08/2026 - Cigarro eletrônico também faz mal

 

Assistir no YouTube

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

A nicotina é o principal componente do cigarro eletrônico. Dra. Ana Lea, o que é a nicotina e como ela age no organismo? Fale um pouco sobre isso.

DRA. ANA LEA:

A nicotina é uma substância altamente viciante, presente no tabaco e também na maioria dos cigarros eletrônicos. Quando ela é inalada, chega ao cérebro em poucos segundos, estimulando a liberação de dopamina, que é um neurotransmissor relacionado à sensação de prazer. Esse efeito faz com que a pessoa queira usar o produto repetidamente, levando à dependência. Então, em crianças, adolescentes e gestantes, os riscos são ainda maiores, porque o cérebro continua em desenvolvimento até cerca dos 25 anos e a nicotina pode prejudicar a memória, a atenção, o aprendizado e o controle das emoções. Ela também aumenta a frequência cardíaca, a pressão arterial, favorecendo doenças cardiovasculares. Então, por isso, a nicotina é considerada uma das substâncias que mais causam dependência no mundo.

Por que os cigarros eletrônicos não são liberados no Brasil?

DRA. ANA LEA:

No Brasil, a venda, a importação e a propaganda dos cigarros eletrônicos continuam proibidas pela Anvisa. Essa decisão foi mantida porque existem muitas evidências de que esses produtos fazem mal à saúde e ainda não demonstraram segurança, nem benefícios suficientes para a população. Então, estudos mostram que eles aumentam o risco de dependência da nicotina, podem causar doenças pulmonares e cardiovasculares, além de favorecer o início do tabagismo entre adolescentes. Outro problema é que muitos produtos vendidos ilegalmente apresentam composição desconhecida e sem controle de qualidade. Então, a proibição busca proteger principalmente crianças e jovens, reduzindo a exposição a um produto que oferece riscos importantes à saúde.

O cigarro eletrônico também vicia, causa dependência?

DRA. ANA LEA:

Sim, o cigarro eletrônico pode causar dependência tanto quanto ou até mais que o cigarro convencional. Muitos dispositivos usam sais de nicotina que permitem concentrações muito elevadas dessa substância e facilitam a sua absorção pelo nosso corpo. Além disso, como o vape costuma produzir menos irritação na garganta e tem sabores agradáveis, muitas pessoas acabam usando o aparelho durante todo dia sem perceber a quantidade de nicotina que estão consumindo. Então, com o tempo, surgem sintomas de abstinência, como irritabilidade, ansiedade e dificuldade de concentração, quando a pessoa tenta parar. Por isso, o cigarro eletrônico não deve ser visto como um produto inofensivo, mas como uma importante fonte de dependência química.

Dra. Ana Lea, os cigarros eletrônicos fazem menos mal do que os cigarros convencionais?

DRA. ANA LEA:

Não existe evidência de que os cigarros eletrônicos sejam seguros. Embora alguns estudos indiquem que eles possam produzir menos substâncias tóxicas do que o cigarro convencional, isso não significa que eles sejam inofensivos. Eles expõem o pulmão a diversos compostos químicos capazes de provocar inflamação, irritação das vias respiratórias, piora da asma, aumento do risco de infecções respiratórias.

Dra. Ana Lea, o que o cigarro eletrônico causa no pulmão?

DRA. ANA LEA:

Já foram descritos casos de lesões pulmonares conhecidas como EVALI, que é uma sigla em inglês para descrever especificamente a lesão pulmonar associada ao uso de cigarros eletrônicos ou vapes, que pode levar à internação e até à morte. A EVALI é uma inflamação pulmonar aguda que pode ser grave. Nesses casos, a pessoa pode apresentar tosse, falta de ar, dor no peito, febre, calafrios, cansaço, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e alterações importantes no raio-x ou na tomografia de tórax. Portanto, trocar o cigarro convencional pelo eletrônico não elimina os riscos à saúde pulmonar.

Muita gente usa o cigarro eletrônico para combater o vício de fumar. Ele ajuda mesmo a pessoa que já fuma a parar de fumar o cigarro convencional?

DRA. ANA LEA:

Em situações muito específicas, algumas pesquisas mostram benefícios quando são utilizados produtos regulamentados com acompanhamento profissional e apoio comportamental. Mas a segurança a longo prazo ainda não é conhecida. Então, os resultados dessas pesquisas não justificam o seu uso por jovens, gestantes ou não fumantes, ou a recomendação do uso desses cigarros como forma de parar de fumar. Na prática, muitas pessoas acabam usando os dois produtos ao mesmo tempo, mantendo a dependência do vape. Então, o tratamento com melhores resultados continua sendo acompanhamento profissional, associado a medicamentos aprovados, quando são indicados, e apoio comportamental. Por isso, atualmente o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e a Anvisa não recomendam o cigarro eletrônico como tratamento para parar de fumar. Quem deseja abandonar o cigarro, deve procurar uma unidade de saúde, porque o SUS oferece tratamento gratuito para a cessação do tabagismo em vários municípios do Brasil.

Dra. Ana Lea, de que maneira o cigarro eletrônico é perigoso para os não fumantes?

DRA. ANA LEA:

Bom, mesmo quem não fuma pode ser prejudicado. O aerossol liberado pelo cigarro eletrônico tem nicotina, partículas ultrafinas e outras substâncias químicas que ficam no ambiente e podem ser inaladas por pessoas próximas. Crianças, gestantes, idosos e pessoas com doenças respiratórias são especialmente vulneráveis. Além disso, quando o uso se torna comum em ambientes sociais, aumenta a curiosidade e a experimentação entre os adolescentes, favorecendo o início da dependência. Então, assim como acontece com o cigarro convencional, o ideal é manter ambientes totalmente livres da fumaça e do aerossol produzido pelos dispositivos eletrônicos.

Dra. Ana Lea, que riscos esses cigarros eletrônicos trazem para o meio ambiente?

DRA. ANA LEA:

Os cigarros eletrônicos também causam impactos ambientais muito importantes. Muitos são descartáveis e têm plástico, baterias de lítio, metais pesados e componentes eletrônicos que contaminam o solo e a água quando são descartados de forma inadequada. Os cartuchos ainda podem conter resíduos de nicotina e outras substâncias tóxicas. Além disso, o aumento do consumo gera mais lixo eletrônico, que é difícil de reciclar. Então, além dos prejuízos para a saúde das pessoas, os cigarros eletrônicos representam um sério problema para o meio ambiente.

Leia a entrevista na íntegra

1822 - 24/08/2026 - Cigarro eletrônico também faz mal

 

3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Boa saúde e bem-estar”

Garantir o acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades

Dra. Zilda

“Os serviços de saúde devem favorecer o acesso, ter boa qualidade e atender de forma humanizada, com carinho, respeito e dignidade”.

 

Papa Leão XIV

“A saúde não pode ser um luxo para poucos, mas sim uma condição essencial para a paz social. A cobertura universal de saúde não é apenas um objetivo técnico a ser alcançado; é, antes de tudo, um imperativo moral para as sociedades que desejam se definir justas”.

Saúde Vape
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Última Atualização: 28/08/2025
Entrevista Imagem: Acervo

Cuidar da autoestima é essencial para quem dedica sua vida a cuidar do outro. Na Pastoral da Criança, os líderes são presença amiga nas comunidades, levando orientação, fé e esperança para famílias, gestantes e crianças. Mas, para continuar essa missão com amor e dedicação, é fundamental que também olhem com carinho para si mesmos, reconhecendo seu valor, suas conquistas e suas necessidades.

No tema desta semana, convidamos você a refletir sobre a importância da autoestima para a missão, com uma entrevista inspiradora com a coordenadora nacional Maria Inês Monteiro de Freitas, além de depoimentos de líderes e do nosso presidente, Dom Frei Severino Clasen.

Entrevista com Maria Inês Monteiro de Freitas, coordenadora nacional da Pastoral da Criança.

Maria Inês Monteiro de Freitas

Coordenadora Nacional da Pastoral da Criança

Existem algumas condições que favorecem o desenvolvimento de nossa autoestima. Quais são essas condições?

MARIA INÊS: Primeiro, é importante conhecer-se: saber do que se gosta ou não, reconhecer seus valores e entender o que é importante para si e para a própria vida. Segundo, é necessário aceitar-se — a autoaceitação. Isso inclui identificar os pontos fortes, reconhecer que temos qualidades, mas também limitações, e compreender que nem sempre teremos sucesso em tudo o que buscamos. O fracasso também faz parte da vida. O que não podemos é viver carregando culpas. Perdoar-se é essencial.

Terceiro, é ser responsável: assumir uma postura ativa diante da vida, sem esperar que as coisas simplesmente caiam do céu. E, por fim, é importante trabalhar também pela autoestima das pessoas ao nosso redor: nossos filhos, nosso parceiro ou parceira, oferecendo sempre mensagens e palavras positivas que ajudem a formar uma boa autoimagem.

A maneira como cuidamos do nosso corpo e da nossa mente também favorece a autoestima. Maria Inês, como fazer isso?

MARIA INÊS: Quando falamos de autoestima, conhecer-se é fundamental para termos consciência de nossas dificuldades e qualidades. Por isso, é importante estarmos em sintonia com o corpo e com a mente. Precisamos cuidar constantemente de ambos: buscar atividades que nos tragam prazer, estabelecer metas realistas, focar no que é positivo, comemorar avanços e conquistas, e evitar comparações. Ter uma rede de apoio e bons relacionamentos também faz diferença.

Algumas dicas: fazer massagens, que ajudam a aliviar tensões; praticar atividades físicas, que melhoram a respiração e aumentam a disposição; cuidar do corpo para se sentir bem e valorizado; manter uma alimentação saudável para o bem-estar e incluir momentos de lazer para relaxar. Também é essencial descansar e garantir boas noites de sono, que renovam o corpo e a mente.

Viva a VidaPrograma de rádio Viva a Vida – 1764 – 14/07/2025 – Autoestima do Líder da Pastoral da Criança

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

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Maria Inês, como a Pastoral da Criança trabalha para reforçar a autoestima dos líderes e como isso reflete no trabalho que eles realizam?

MARIA INÊS: Na valorização dos líderes, que são a espinha dorsal da Pastoral da Criança, oferecendo capacitação, subsídios e apoio para a busca de uma consciência crítica e transformadora. Isso é feito por meio da formação permanente e do fortalecimento da espiritualidade, ajudando-os a realizar a missão com muito amor e compromisso com o projeto de Jesus, para que todas as crianças tenham vida plena.

Maria Inês, como o líder pode exercer uma boa liderança nas comunidades?

MARIA INÊS: Acredito que o primeiro passo é comprometer-se com o projeto de Deus, pois a habilidade de liderar pode ser aprendida e desenvolvida por qualquer pessoa que deseje e pratique ações adequadas. Todos nós temos, dentro de nós, as qualidades necessárias para sermos bons líderes. Precisamos desenvolvê-las e nos colocar a serviço de um mundo mais justo, igualitário e em paz.

Na Pastoral da Criança, é possível exercer uma boa liderança servindo com alegria, sendo humilde, empático, tolerante, conhecendo a si mesmo, estando aberto ao novo, sendo criativo e agindo com honestidade.

Leia a entrevista na íntegra

1764 – 14/07/2025 – Autoestima do Líder da Pastoral da Criança (.PDF)

Saiba mais

Voluntariado: um caminho para solidariedade, autoconfiança e autoestima

Ações básicas

E SDG Icons NoText 03 3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Saúde e Bem-Estar”

Meta 3.4: Até 2030, reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar.

Dra. Zilda

“Você sabe que é a pessoa mais importante em tudo isso. De minha parte, quero lhe falar: já estou satisfeita e agradeço a Deus por tudo principalmente por você existir e ser o que você é”.

Reflexão

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
(Mateus 22,39)

Apoio emocional Missão
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Última Atualização: 28/08/2025
Entrevista Acervo

O uso e o tráfico de drogas são realidades que atingem comunidades inteiras, rompem laços familiares e ameaçam a vida — inclusive a de quem ainda está por nascer. Por isso, no Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas (26 de junho), a Pastoral da Criança reforça a importância da prevenção desde cedo, com gestantes e crianças pequenas, através da escuta, do acolhimento e da orientação.

Durante as visitas domiciliares, nossos líderes orientam sobre a importância de hábitos saudáveis na gestação, como alimentação equilibrada, acompanhamento no pré-natal e afastamento de substâncias nocivas como álcool, tabaco e outras drogas. Além disso, ações como rodas de conversa, projetos com crianças e atividades comunitárias ajudam a fortalecer os vínculos familiares e criar um ambiente mais seguro. Falar sobre drogas é importante — mas, antes disso, é essencial falar de vida, autoestima e espiritualidade. Falar de vida também é prevenir.

Precisa de ajuda?
Se você ou alguém da sua família está enfrentando dificuldades com o uso de drogas, uma das opções é procurar apoio em uma paróquia ou comunidade católica próxima. É possível conversar com os líderes da comunidade, que podem indicar um grupo da Pastoral da Sobriedade. Se preferir, você pode entrar em contato pelo WhatsApp: (24) 99994-9253.

Além disso, existem outros caminhos de acolhimento e tratamento gratuitos. Os Centros de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS-AD), disponíveis pelo SUS, oferecem atendimento profissional e acompanhamento contínuo. Também é possível buscar ajuda em grupos como os Narcóticos Anônimos (NA), que têm reuniões em diversas cidades.

Denise Ferreira de Souza Ribeiro

A Pastoral da Sobriedade é uma ação da Igreja na luta contra as drogas e outras dependências.

ENTREVISTA COM: Denise Ferreira de Souza Ribeiro, Presidente da Federação dos Grupos de Autoajuda da Sobriedade e também Coordenadora Nacional da Pastoral da Sobriedade. 

Quais são os principais fatores que levam as gestantes ao consumo e tráfico de drogas?

DENISE: Os principais fatores estão relacionados a questões emocionais e ao sofrimento intenso que essas mulheres enfrentam — como depressão, culpa, ansiedade excessiva e baixa autoestima. Muitas vezes, a gestação não foi planejada, não há apoio familiar ou social, e falta uma perspectiva de futuro seguro para o bebê. Tudo isso contribui para a ausência de vínculo com a gestação e pode levar ao uso ou envolvimento com drogas.

Quais são os prejuízos para uma criança que cresce em um ambiente onde se consome drogas? E quando é hora de falar sobre as drogas com as crianças?

DENISE: Filhos de dependentes químicos têm risco aumentado de desenvolver transtornos psiquiátricos, além de problemas físicos, emocionais e dificuldades escolares. Entre os transtornos mais comuns estão o consumo precoce de substâncias, alcoolismo, depressão, ansiedade e fobia social. Também são frequentes a baixa autoestima, dificuldades de relacionamento e situações de abuso físico ou sexual.
Quanto ao momento de falar sobre drogas, eu costumo dizer que, antes disso, é fundamental falar sobre respeito, valorização da vida e espiritualidade. A criança precisa saber que é amada pelos pais e por Deus. Trabalhar a autoestima é essencial para que ela se sinta segura e capaz de recusar, no futuro, tudo o que possa ferir sua dignidade, seu bem-estar e seus sonhos. Com essa base, o diálogo sobre drogas pode acontecer de forma mais natural. Vale perguntar o que ela pensa, como se sente diante de situações que possa ter presenciado. O mais importante é que ela veja nos pais uma porta aberta para conversar — assim, se em algum momento da vida surgir algo no convívio com amigos, ela terá confiança para buscar orientação em casa.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida 1761 – 23/06/2025 – Dia Internacional sobre o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

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Que iniciativas comunitárias podem ser realizadas para a prevenção às drogas em relação às gestantes e crianças?

DENISE: Uma iniciativa muito interessante é promover rodas de conversa com gestantes da comunidade. Esses encontros permitem que elas se escutem, compartilhem suas histórias, dores e vitórias. Criar esse espaço de escuta favorece a construção de vínculos e ajuda a identificar gestantes que, muitas vezes, vivem uma gestação silenciosa, sem acesso a apoio ou diálogo. A partir dessas trocas, a própria comunidade pode pensar em formas de acolher e apoiar essas mulheres.
Também é possível desenvolver ações com crianças, por meio da catequese ou de grupos infantis nas comunidades. Projetos que abordem temas como fé, amor de Deus, família, amizade, respeito à natureza e cuidado com o corpo e a mente contribuem muito. Atividades como música, teatro e momentos de espiritualidade geram convivência, bem-estar e fortalecem valores. Às vezes, a melhor forma de prevenir o uso de drogas nem é falar diretamente sobre elas, mas sim falar sobre a vida. Falar de vida é, em si, uma forma de prevenção.

Leia a entrevista na íntegra

1761 – 23/06/2025 – Dia Internacional sobre o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas (.PDF)

Saiba Mais

Drogadição

E-guia: Substâncias perigosas na gestação

E-guia: situações em que a mãe não deve amamentar

Laços de amor: álcool e drogas: Quanto mais longe, melhor! (Cartela 6)

E SDG Icons NoText 03 3º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Saúde e Bem-Estar”.

Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Meta 3.5: Reforçar a prevenção e o tratamento do abuso de substâncias, incluindo o uso indevido de drogas entorpecentes e o uso nocivo do álcool.

16 16º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Paz, Justiça e Instituições Eficazes”.

Promover sociedades pacíficas e inclusivas, proporcionar o acesso à justiça e construir instituições eficazes. Meta 16.2: Acabar com o abuso, a exploração, o tráfico e todas as formas de violência e tortura contra crianças.

Dra. Zilda

“Quanta violência hoje é gerada por falta do mínimo necessário às famílias! Com fé em Deus e confiança em nosso trabalho, conseguiremos fazer maravilhas em nossa comunidade, para que se torne mais justa e fraterna, a serviço da vida e da esperança”.

Reflexão

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que possais discernir qual é a vontade de Deus: o que é bom, agradável e perfeito.”
(Romanos 12,2)

Cidadania Missão
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Última Atualização: 28/08/2025
1762 testedopezinho franciscoImagem: Pastoral da Criança

A triagem neonatal é um cuidado essencial que deve ser garantido a todo bebê nos primeiros dias de vida. Entre os exames oferecidos gratuitamente pelo SUS, o teste do pezinho é um dos mais importantes, pois permite identificar precocemente diversas doenças que podem afetar seriamente a saúde da criança. Quanto mais cedo forem detectadas, maiores as chances de tratamento adequado e de uma vida saudável.

A Pastoral da Criança orienta as famílias, especialmente nas comunidades mais vulneráveis, sobre a importância de realizar esse exame no tempo certo. No tema desta semana, reunimos informações atualizadas sobre o teste do pezinho e outros exames de triagem, além de depoimentos e mensagens que reforçam o papel das famílias, dos profissionais de saúde e dos líderes missionários na proteção da vida.

1762 testedopezinho francisco

Francisco Alexandro Tomé Rodrigues, Enfermeiro que trabalha na cidade de Ubajara, Ceará.

ENTREVISTA COM: Francisco Alexandro Tomé Rodrigues, Enfermeiro que trabalha na cidade de Ubajara, Ceará. 

Quais doenças podem ser identificadas com o Teste do Pezinho e o que elas podem causar no bebê?

O Programa Nacional de Triagem Neonatal do Ministério da Saúde passou por uma atualização em 2021, ampliando a quantidade de doenças detectadas pelo Teste do Pezinho. O que antes era uma triagem para 6 doenças no SUS passou a possibilitar a identificação de até 50, organizadas em 14 grupos.

Entre as doenças identificadas estão:

  • Fenilcetonúria, que afeta o desenvolvimento neuropsicomotor do bebê;
  • Fibrose cística, que compromete órgãos como pulmões e sistema digestivo;
  • Infecções congênitas, como citomegalovírus, rubéola e toxoplasmose;
  • Hemoglobinopatias, como a anemia falciforme.

A detecção precoce é fundamental para iniciar o tratamento adequado o quanto antes, prevenindo complicações graves e garantindo mais qualidade de vida para a criança.

Viva a VidaPrograma de rádio Viva a Vida 1762 – 30/06/2025 – Teste do Pezinho

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

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Quando é necessário repetir o Teste do Pezinho? E onde os pais devem levar o bebê para repetir esse exame?

A repetição do exame é indicada quando o laudo apresenta alguma alteração, sendo necessário confirmar ou descartar o resultado inicial. Também pode ser solicitada uma nova coleta se a amostra anterior estiver insuficiente ou inadequada. Nestes casos, os pais devem procurar a unidade de saúde mais próxima para orientações.

Agora há uma nova lei que inclui o exame da fibrodisplasia ossificante progressiva. O que é essa doença? E o que o SUS oferece?

A FOP é uma doença genética rara caracterizada pela formação anormal de ossos em músculos e outros tecidos, levando à rigidez permanente do corpo. A nova lei aprovada em janeiro de 2025 incluiu na triagem neonatal um exame clínico voltado à detecção precoce da FOP. A análise consiste na observação dos dedos dos pés do bebê logo após o nascimento — já que deformidades nessa região são um sinal clínico importante.

Leia a entrevista na íntegra

1762 – 30/06/2025 – Teste do Pezinho (.PDF)

Saiba Mais

Triagem Neonatal Obrigatória

Direitos da gestante e da criança nas consultas

Sancionada lei que torna obrigatório teste de orelhinha

Teste da linguinha agora é lei

E SDG Icons NoText 033º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

“Boa saúde e bem- estar”

Meta 3.2: Até 2030, acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de 5 anos

Dra. Zilda

“Além do acompanhamento da gestante, é muito importante que você, líder, converse com os articuladores, o pessoal do Conselho de Saúde, para ver se o atendimento oferecido pelo Sistema de Saúde local está de acordo com as necessidades do pré-natal”.

Reflexão

"Deixem que as crianças venham a mim e não as impeçam; pois o Reino de Deus pertence aos que são como elas."
(Marcos 10,14)

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Última Atualização: 28/08/2025
Tapetes feitos pelos líderes da Pastoral da Criança em Campo Novo de Rondônia-RO Foto: Tapetes feitos pelos líderes da Pastoral da Criança em Campo Novo de Rondônia-RO

O mês de junho traz celebrações importantes para a fé cristã: Corpus Christi, o Sagrado Coração de Jesus e as festas juninas, que unem fé e cultura popular. Para quem vive a missão da Pastoral da Criança, esses momentos são mais do que datas no calendário — são oportunidades para refletir sobre a presença de Cristo na nossa caminhada.

Na Eucaristia, no amor do Coração de Jesus e no exemplo dos santos populares, encontramos força e inspiração para seguir visitando as famílias, escutando, acolhendo e cuidando da vida. Nesta semana, queremos olhar para tudo isso e pensar: como essa espiritualidade fortalece nosso compromisso com a missão? Como podemos viver nossa fé no dia a dia, como líderes e famílias acompanhadas?

ENTREVISTA COM: Padre José Edilson da Silva, Coordenador Nacional Adjunto da Pastoral da Criança.

Padre José Edilson da Silva

Padre José Edilson da Silva, Coordenador Nacional Adjunto da Pastoral da Criança.

Padre José Edilson, como os líderes e as famílias acompanhadas pela Pastoral da Criança podem viver na prática as virtudes do Sagrado Coração de Jesus?

PE JOSÉ EDILSON: Olhamos para a própria vida do Cristo. Tudo aquilo que Jesus realizou, Ele realizou em favor da dignidade da vida do outro. Uma vida totalmente entregue na dimensão do acolhimento, da compaixão, do amor, fazendo isso a todos, sem distinção de pessoas, sem distinção de realidades e culturas. Jesus era aquele que era próximo, era aquele que acolhia, que amava, que correspondia às necessidades, aos sofrimentos. Olhamos que essas são as virtudes que também nós, enquanto membros da Pastoral da Criança, líderes, famílias acolhidas, precisamos ter esse sentido de que a nossa missão seja semelhante à missão do Cristo.

Padre José Edilson, o que é a Festa de Corpus Christi?

PE JOSÉ EDILSON: A Festa de Corpus Christi vem reafirmar a presença real, a presença autêntica de Jesus nas espécies eucarísticas do pão e do vinho, que são o corpo e sangue do Senhor. Nos vem mostrar que, na Eucaristia, temos a presença real, viva, verdadeira de Cristo para nos alimentar.

Como tornar Jesus vivo e presente em nossas comunidades, Padre José Edilson?

PE JOSÉ EDILSON: Vivendo justamente aquilo que Jesus viveu, colocando-se sempre ao lado dos marginalizados, dos sofredores, no acolhimento, na misericórdia, na compaixão, porque no outro, Cristo também é presente. E comprometer-se com a dignidade do outro, porque Cristo realizou isso.

PE JOSÉ EDILSON: A própria Palavra de Deus nos inspira a sermos santos, "Sejam santos, porque Eu sou santo". Este é o convite que Deus nos faz. Se nós vivermos intensamente os ensinamentos de Jesus, praticarmos o Evangelho, não tenhamos dúvida que também nós seremos considerados santos. Então, eu diria, queridas lideranças, missionários da Pastoral da Criança, famílias e todos os que nos leem: não cansemos de querer viver a santidade.

Dagmar Leila Zamboni

Dagmar Leila Zamboni, Coordenadora Diocesana da Pastoral da Criança na Diocese de Santo Ângelo, estado do Rio Grande do Sul.

(TESTEMUNHO) Dagmar Leila Zamboni, Coordenadora Diocesana da Pastoral da Criança na Diocese de Santo Ângelo, estado do Rio Grande do Sul.

A mística cristã que une fé e vida é o motor que acompanha todas as ações da Pastoral da Criança. Como os líderes procuram colocar em prática os ensinamentos de Jesus que disse: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância"?

DAGMAR: Falar sobre mística cristã é buscar os ensinamentos de Jesus na Sua Palavra e também vivenciar a Palavra junto às famílias que acompanhamos nas nossas comunidades para enfrentarmos os momentos de nossa vida, sejam bons ou não muito bons. Nas nossas celebrações da vida, sempre levamos a espiritualidade como um propósito de nossa missão, refletindo sobre o autoconhecimento de cada participante nas nossas celebrações. A Palavra de Deus nos conforta, nos guia, nos dá a direção para que possamos viver plenamente e que nossas lideranças possam levar a mensagem àqueles que mais necessitam de nossa atenção, do nosso carinho e da nossa escuta.

Viva a Vida Programa de rádio Viva a Vida 1760 – 16/06/2025 – Presença de Cristo na Missão da Pastoral da Criança

Esta entrevista é parte do Programa de Rádio Viva a Vida da Pastoral da Criança.
Ouça o programa de 15 minutos na íntegra

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Leia a entrevista na íntegra

1760 – 16/06/2025 – Presença de Cristo na Missão da Pastoral da Criança (.PDF)

Saiba Mais

Páscoa e Esperança

Espiritualidade, Mística e Liturgia

A importância da espiritualidade na vida da criança

16 16º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável

Paz, Justiça e Instituições Eficazes

Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis.

Dra. Zilda

“Para que a gente seja feliz, é preciso que a gente ame com ardor missionário a todos que Deus nos confiou”.

Reflexão

“Tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes.”
(Mateus 25,35)

Missão

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Pastoral da Criança

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