Ao nascer, o bebê ainda está desenvolvendo suas defesas naturais e precisa da proteção oferecida pelas vacinas para se proteger de diversas doenças. Por isso, é fundamental que receba as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). As vacinas ajudam a prevenir doenças que podem causar complicações graves e contribuem para um crescimento e desenvolvimento saudáveis desde os primeiros meses de vida.
Líder, é importante incentivar e orientar as famílias a manterem a vacinação do bebê em dia, conforme o calendário vacinal. Também é fundamental orientá-las a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber informações e orientações adequadas à realidade e às necessidades de sua região.
Conheça as vacinas que fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação do Bebê e da Criança:
Ao nascer o bebê deve receber:
- Vacina BCG: (dose única), que evita as formas graves da tuberculose.
- Hepatite B: (01 dose) protege contra a hepatite B e hepatite D, doenças que afetam o fígado e causam graves problemas de saúde.
Aos 2 meses:
- Vacina Pentavalente (DTP+Hib+HB): (1ª dose) protege contra difteria (doença grave que pode causar dificuldade para respirar e afetar a garganta e outras partes do corpo), tétano (doença causada por uma bactéria presente no solo, na poeira e em objetos contaminados, ela pode entrar no organismo por meio de ferimentos), coqueluche (doença respiratória causada por uma bactéria, que provoca crises intensas de tosse, especialmente perigosas para crianças pequenas), infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B (complicações como meningite e pneumonia) e hepatite B.
- Vacina Poliomielite Inativada (VIP): (1ª dose) protege contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil (é uma doença contagiosa causada por um vírus que pode infectar crianças e adultos, transmitida pelo contato com água, alimentos ou objetos contaminados e também por secreções de pessoas infectadas, em casos graves, pode causar paralisia nos membros).
- Vacina Pneumocócica 10-valente: (1ª dose) protege contra doenças graves causadas pela bactéria pneumococo, como pneumonia, meningite, infecções no ouvido e outras infecções que podem atingir o sangue e outros órgãos.
Atualização: Em junho de 2026, o Ministério da Saúde anunciou que a vacina Pneumo 20 estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Ela será introduzida aos poucos, substituindo a vacina Pneumo 10, e oferece proteção contra um número maior de tipos da bactéria pneumococo, responsável por doenças graves como pneumonia, meningite e infecções no sangue.
Durante esse período de transição, tanto a Pneumo 10 quanto a Pneumo 20 poderão ser utilizadas conforme a disponibilidade e as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Com o tempo, a Pneumo 20 passará a ser a principal vacina contra as doenças pneumocócicas no calendário de vacinação infantil.
- Vacina Rotavírus Humano: (1ª dose) protege contra diarréias graves e vômitos causados pelo rotavírus.
Atenção: a vacina contra o rotavírus possui idade máxima para aplicação. Por isso, é importante não atrasar as doses.
Aos 3 meses:
- Vacina Meningocócica C: (1ª dose) protege contra doenças graves, como meningite e outras infecções que podem afetar o cérebro e o nosso organismo.
Aos 4 meses:
- Nessa idade, o bebê recebe a segunda dose de algumas vacinas iniciadas aos 2 meses. Essas doses fortalecem a proteção e ajudam o organismo a desenvolver uma resposta mais completa contra as doenças.
São elas: Pentavalente, Poliomielite (VIP), Pneumocócica 10 e Rotavírus.
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Por que algumas vacinas precisam de reforço? A primeira dose da vacina ensina o organismo a se defender contra uma doença. A dose de reforço fortalece essa proteção e ajuda o corpo a continuar preparado para combater a doença por mais tempo. Por isso, é importante que a criança receba todas as doses recomendadas no calendário de vacinação. |
Aos 5 meses:
- Vacina meningocócica C: (2ª dose) reforço da dose aplicada aos 3 meses de vida.
Aos 6 meses:
- Vacina Pentavalente (DTP+Hib+HB): (3ª dose) reforça a proteção contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções por Haemophilus influenzae tipo B.
- Vacina Poliomielite Inativada (VIP): (3ª dose) reforça a proteção contra a paralisia infantil.
- Vacina influenza trivalente (Gripe): (1ª dose) protege contra os principais vírus da gripe e deve ser aplicada anualmente.
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Por que a vacina da gripe deve ser tomada todos os anos? A vacina precisa ser tomada todos os anos porque os vírus que causam a gripe mudam com frequência e a proteção da vacina diminui ao longo do tempo. Ao se vacinar anualmente, você evita formas graves da doença, diminui as internações e ajuda a proteger sua família e toda a comunidade. |
- Vacina Covid-19: (1ª dose) protege contra formas graves e mortes causadas pelo vírus.
6 a 8 meses:
- Vacina febre amarela (1 dose, em situações especiais) protege contra a febre amarela e suas complicações.
A vacina contra febre amarela pode ser recomendada para esta idade quando há alto risco de contrair a doença e não é possível adiar a vacinação. Isso vale para quem vive ou vai viajar para áreas com transmissão ativa, sempre após avaliação do serviço de saúde. Para viajantes, a vacina deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da viagem.
Aos 7 meses:
- Vacina Covid-19: (2ª dose) reforça a proteção contra o vírus SARS-CoV-2.
Aos 9 meses:
- Vacina Covid-19: (3ª dose) reforça a proteção contra a doença.
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Mas ainda existe Covid-19 no Brasil? Sim, o vírus ainda existe e continua circulando. Mas graças à vacinação, os casos graves, as internações e os óbitos foram reduzidos. Ainda assim, o vírus continua circulando e sofrendo mudanças, podendo causar surtos, especialmente entre pessoas mais vulneráveis como idosos, gestantes, crianças, pessoas com doenças crônicas e indivíduos com a vacinação incompleta. |
- Vacina febre amarela: (1ª dose) protege contra a febre amarela e suas complicações.
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A febre amarela é uma doença grave transmitida pela picada de mosquitos infectados. Ela pode causar febre, dores no corpo e, em casos mais graves, levar a complicações que colocam a vida em risco. A vacinação é a principal forma de prevenção e oferece proteção segura e eficaz contra a doença. |
Aos 12 meses:
- Vacina Pneumocócica 10-valente: (1 dose reforço) reforço das doses aplicadas aos 2 e 4 meses de idade.
- Vacina meningocócica ACWY: (1 dose) protege contra quatro tipos da bactéria meningococo (A, C, W e Y), que podem causar doenças graves, como meningite e infecções graves que podem afetar o cérebro e o sangue.
- Vacina tríplice viral SCR: (1 dose) protege contra três doenças graves como sarampo, caxumba e rubéola. A vacinação também contribui para a prevenção de problemas graves que podem afetar o bebê se a mãe contrair rubéola durante a gravidez.
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O sarampo pode causar complicações graves, como pneumonia e encefalite (inflamação no cérebro). A caxumba pode provocar inflamação das glândulas salivares (que produzem a nossa saliva) e outras complicações. Já a rubéola, quando adquirida durante a gravidez, pode causar malformações graves no bebê. |
Aos 15 meses:
- Vacina DTP: (1ª dose reforço) protege contra difteria, tétano e coqueluche. A dose de reforço da vacina DTP é importante para manter a proteção da criança contra essas doenças. A difteria pode causar dificuldades respiratórias e complicações graves; o tétano pode ser fatal; e a coqueluche é especialmente perigosa para crianças pequenas.
- Vacina Poliomielite Inativada VIP: (1ª dose reforço) reforça a proteção contra a paralisia infantil.
- Vacina tríplice viral SCR: (2ª dose) reforça a proteção da primeira dose recebida aos 12 meses de idade.
- Vacina Varicela: (1ª dose) protege contra a varicela (catapora), uma doença contagiosa que pode causar febre, bolhas ou lesões na pele e complicações graves.
- Vacina hepatite A: (1ª dose) protege contra o vírus da hepatite A, infecção que atinge o fígado e pode causar febre, cansaço, dor na barriga e pele ou olhos amarelados.
Aos 4 anos:
- Vacina DTP: (2ª dose reforço) reforça a proteção da dose anterior contra a difteria, tétano e coqueluche.
- Vacina febre amarela: (1 dose reforço) reforça a proteção da dose anterior.
- Vacina varicela: (1 dose) reforça a proteção contra a varicela (catapora).
Aos 5 anos:
- Vacina pneumocócica 23-valente: (1 dose, somente povos indígenas), previne contra 23 tipos da bactéria pneumococo, causadora de doenças como pneumonia, meningite, infecção grave que pode se espalhar pelo corpo e infecções no ouvido.
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A vacina pneumocócica 23-valente é oferecida aos povos indígenas como uma medida adicional de proteção. Ela ajuda a prevenir doenças graves, como pneumonia e meningite, em uma população que pode estar mais vulnerável a essas infecções e que, muitas vezes, vive em locais com acesso mais difícil aos serviços de saúde. |
A partir dos 7 anos:
- Vacina dT: (3 doses, conforme histórico vacinal) reforça a proteção contra difteria e tétano. A vacina dT (dupla adulto) é indicada para pessoas que precisam atualizar a vacinação contra difteria e tétano ou receber doses de reforço.
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Estou com as vacinas atrasadas. O que devo fazer? Se você ou seu filho está com alguma vacina atrasada, procure a unidade de saúde mais próxima com a caderneta de vacinação para que um profissional avalie quais doses estão pendentes e faça a atualização do calendário. Manter a vacinação em dia é importante para proteger contra doenças que podem causar complicações graves. Quanto antes as vacinas forem atualizadas, maior será a proteção para você, sua família e toda a comunidade. |
Líder, se algum bebê ou criança estiver com a vacinação atrasada, oriente os pais ou responsáveis a procurarem o serviço de saúde o quanto antes para atualizar a caderneta de vacinação. Receber as doses em atraso é importante para garantir a proteção contra diversas doenças e manter a saúde da criança em dia.
Vacinação de bebês prematuros
Atenção: Líder, se você acompanha uma família com um bebê prematuro, oriente os pais ou responsáveis a conversarem com a equipe de saúde sobre as vacinas da criança. Alguns bebês que nasceram antes do tempo podem precisar de cuidados especiais e seguir orientações diferentes para a vacinação.
Por isso, é importante acompanhar a caderneta de vacinação e seguir as orientações dos profissionais de saúde para que o bebê receba toda a proteção necessária.
Confira as orientações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) para a vacinação de bebês prematuros em 2025/2026 no link abaixo:
Calendário de Vacinação do Prematuro – SBIm 2025/2026.
No Aplicativo Pastoral da Criança + Gestante:
Na pergunta da vacina, marque "Sim" se a criança está com a vacina completa para a sua idade e, se uma ou mais vacinas estiverem atrasadas marque "Não".
Líder, oriente a família a observarem a Caderneta de Saúde da Criança. As vacinas que já foram aplicadas são registradas com caneta. Já as anotações feitas a lápis indicam as datas previstas para as próximas vacinas.
Explique que essas datas servem como um lembrete para ajudar a família a manter a vacinação em dia e garantir a proteção da criança contra diversas doenças.
Registro:
Também é possível consultar a situação vacinal da criança e registrar as vacinas já recebidas no item “Vacinas”, localizado no “Menu da Criança” do aplicativo, conforme mostra a imagem abaixo. Esse registro ajuda a acompanhar o calendário de vacinação e identificar se há alguma dose em atraso.
Ao entrar em “Vacinas”, é possível ver datas, em cores diferentes, que servem de alerta, conforme as seguintes situações:
Em Verde: data em que foi marcado no aplicativo que a criança estava com a vacina em dia;
Em Vermelho: a vacina atrasada;
Em Amarelo: que está na hora de levar a criança para tomar a vacina.
Veja imagem abaixo:
Dica:
Para anotar as vacinas diretamente no item “Vacinas”, basta clicar em “Editar”, marcar as vacinas que a criança já tomou e depois é só “Salvar”, conforme imagens abaixo:
Para acessar o Calendário de Vacinação completo do Ministério da Saúde e a Caderneta Digital da Criança, acesse: Calendário de Vacinação e Caderneta Digital da Saúde da Criança.
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